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Turismo dá força a estaleiro centenário em Gaia

Turismo dá força a estaleiro centenário em Gaia

Muito turismo náutico, o suor de quatro gerações e dedicação são os três fatores essenciais à sobrevivência do único estaleiro de construção de barcos rabelos do país.

Situado na margem ribeirinha de Gaia, o estaleiro da Socrenaval mantém viva uma indústria única e uma profissão em vias de extinção: a carpintaria naval. A Câmara de Gaia considera-o parte do património do concelho e está a preparar a candidatura a Património Mundial.

O boom turístico aumentou significativamente o volume de trabalho do estaleiro, que nos anos 1980 esteve em vias de desaparecer. Nas duas últimas décadas, construíram mais de uma dúzia de embarcações. Já antes tinham feito o primeiro barco rabelo adaptado ao turismo. Para reparar, passam por lá, todos os anos, cerca de 50 barcos. "O turismo é muito importante para o nosso trabalho e não podemos aceitar mais embarcações porque as de turismo consomem-nos o tempo todo", confessa António Sousa, proprietário da Socrenaval. Mas manter o estaleiro vivo é, acima de tudo, "uma questão de paixão".