Gaia

Jardim-Escola João de Deus queixa-se de vandalismo reiterado e pede soluções

Jardim-Escola João de Deus queixa-se de vandalismo reiterado e pede soluções

A direção do Jardim-Escola João de Deus, em Vila Nova de Gaia, denunciou, esta segunda-feira, ter sido "novamente alvo de entradas forçadas e atos de vandalismo" e queixou-se de ser "ignorada" pelo poder político e pelas forças policiais.

"Este fim de semana prolongado, o jardim-escola voltou a ser alvo de várias entradas forçadas no recinto, voltou a ser casa de banho em vários cantos, voltou a ver o seu espaço vandalizado, voltaram a subir ao telhado para desviar as câmaras e, até, atearam fogo num dos cantos do campo polidesportivo", refere o diretor executivo, numa carta dirigida à Câmara de Vila Nova de Gaia, à Junta de Freguesia de Mafamude e Vilar do Paraíso, ao Programa Escola Segura da PSP e à provedora do cidadão, e a que a Lusa teve hoje acesso.

Juntamente com a missiva, semelhante a uma outra que enviou às mesmas entidades há cerca de uma semana com as mesmas queixas, a direção anexou uma série de vídeos onde se veem os atos de vandalismo.

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"Está deliberadamente e irresponsavelmente [queixa do jardim-escola] a ser ignorada quer pelo poder político, quer pelas chefias da PSP que continuam a não incluir as ruas do jardim-escola e das casas vizinhas ao bairro Cabo-Mor nas rondas de caráter obrigatório", sublinha Frederico Neves.

Na quinta-feira passada, a direção contou ter chamado a PSP dado estarem a "arrancar selvaticamente" um dos gradeamentos virados para o bairro Cabo-Mor e, depois da mesma ter demorado mais de 30 minutos, não identificou os autores.

"Como poderemos combater este flagelo se se teima em não começar pela identificação?", questionou.

E acrescentou: "o argumento de serem menores não é válido, pois existem casas de correção de menores por alguma razão, estas crianças e jovens amanhã serão adultos e poderá a sociedade estar sujeita a tal? Apenas porque não se quis fazer um trabalho corretivo enquanto crianças e jovens?".

Motivo pela qual a direção adiantou que a possibilidade de vir a existir um "grave incidente" é grande.

Questionada pela Lusa, a Câmara de Vila Nova de Gaia revelou que lhe têm chegado "alguns relatos de munícipes de situações de ruído, vandalismo, insultos e outros eventos que, por vezes, tornam a convivência menos salutar do que seria desejável". Estas situações devem ser - e têm sido - reportadas à PSP, ressalvou.

"À Polícia Municipal de Gaia cabe, sempre que necessário, prestar apoio à PSP naquilo que as suas próprias competências permitem, o que tem sido feito", vincou.

Tratando-se de questões de segurança e ordem pública, a autarquia explicou que a Polícia Municipal não tem competências na matéria colaborando, contudo, com a PSP sempre que solicitada.

Naquele bairro, a 24 de maio, duas famílias, incluindo uma grávida e duas crianças menores, foram despejadas das casas que ocuparam ilegalmente.

Na semana passada, o JN noticiava que as queixas de perturbações e vandalismo no bairro do Cabo-Mor, em Gaia, tornaram-se regulares nas autoridades locais. Barulho fora de horas, tiros e ameaças são as acusações mais frequentes dos moradores e vizinhos que vivem esta realidade há anos.

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