Vila Nova de Gaia

"Melhores contas da década" apesar de dívidas

"Melhores contas da década" apesar de dívidas

A Câmara de Gaia aprovou, esta segunda-feira, com os votos contra da oposição PSD, o Relatório e Contas de 2015, que "espelha as melhores contas da década do município", ainda que revele um aumento do passivo, destacou o presidente.

De acordo com o documento, hoje divulgado, o município de Vila Nova de Gaia terminou o último ano com uma redução da sua dívida de médio e longo prazo em 16,33 milhões de euros, ou seja, menos 12,24% face a 2014, atingindo os 136,3 milhões de euros.

Já a dívida de curto prazo aumentou 88% e atingiu os 47 milhões de euros, resultantes de encargos com processos judiciais e litigiosos como o caso da via urbana VL9 (13,9 milhões de euros), da Cimpor (3,6 milhões de euros), da Gaianima (8,4 milhões de euros) e da ProHabita (2,3 milhões de euros).

"Se o município não tivesse este somatório de ónus, teríamos tido a maior redução de dívida de curto prazo de toda a história do município desde o 25 de Abril", afirmou o autarca Eduardo Vítor Rodrigues (PS) durante a reunião de câmara.

Os cerca de 30 milhões de euros em processos judiciais não impediram, contudo, a Câmara Municipal de Gaia de "melhorar consideravelmente o seu grau de autonomia financeira em 2015, ano em que viu aumentar em 17,88% os indicadores de poupança corrente", refere a autarquia em comunicado.

O município diz ter conseguido manter "um nível elevado de investimento direto" e "o reforço das verbas para a reabilitação da rede viária, dos parques de jardins-de-infância, escolas básicas e de outros equipamentos prioritários ao serviço das populações".

Nos últimos dois anos a grande aposta do município foi na educação, área em que reabilitou o parque escolar do primeiro ciclo do ensino básico e os jardins-de-infância no valor de 1,4 milhões de euros, ao qual acrescem seis milhões de euros em projetos educativos e programas de apoio social e reforço alimentar.

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Em 2015, a autarquia direcionou também grande parte dos seus investimentos para o emprego e apoio à formação, a requalificação e a reabilitação de equipamentos municipais e espaços públicos, projetos de valorização conjunta com outros municípios e a aposta no investimento inteligente e sustentável.

Do lado da receita, o município assistiu ao crescimento do Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis (IMT) em 22,42% face a 2014, atingindo os 1,77 milhões de euros, "resultantes de novos investimentos e do clima favorável de confiança dos agentes económicos e dos particulares".

No último ano a Câmara de Gaia viu também aumentar em 2,87% as receitas correntes, com mais três milhões de euros, tendo-se verificado, porém, um "acentuado decréscimo" nas receitas de capital, com menos nove milhões do que em 2014.

Em comunicado, a concelhia de Gaia do PSD tece hoje várias críticas ao executivo liderado pelo socialista Vítor Rodrigues e refere que os dados apresentados "confirmaram e agravaram todas as insuficiências, falhas e incapacidades" apontadas no ano anterior.

Os sociais-democratas acusam o executivo socialista de não ter uma "política estruturada, coerente e eficaz para o desenvolvimento económico, social e estratégico do concelho" e destacam que o Relatório e Contas de 2015 mostra que "não há qualquer milagre na pretensa redução do passivo", notando-se mesmo um "mau desempenho" do executivo.

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