Vila Nova de Gaia

Moradores da beira-rio vão ter passe de teleférico para chegar à zona alta de Gaia

Moradores da beira-rio vão ter passe de teleférico para chegar à zona alta de Gaia

Os moradores da beira-rio de Vila Nova de Gaia vão poder aceder à zona mais alta da cidade via teleférico, pagando um valor menor face ao atual preço turístico

Em causa está o lançamento de um passe mensal a rondar os 20 euros para pessoas que, sendo da zona ribeirinha, precisem de aceder, por exemplo, ao metro no Jardim do Morro para fazer a travessia para o Porto, evitando o trânsito e os percursos longos feitos pelas carreiras atuais.

Esta medida consta do Programa Experimental de Mobilidade Integrada que será discutido, segunda-feira, em reunião de câmara e o presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues, tem expectativa de que este passe intermodal esteja disponível a 1 de agosto.

O programa dedicado à mobilidade - que, disse o autarca, "está a ser trabalhado há cerca de um ano" - também inclui a criação de um parque de estacionamento nas traseiras da Fundação Couto, perto da avenida da República, mesmo no "coração" de Vila Nova de Gaia, no qual será possível deixar o automóvel e pagar por todo o dia o valor de uma viagem Andante, à semelhança o que acontece no parque do Dragão, no Porto.

O objetivo é, disse à Lusa o autarca, é "incentivar as pessoas a usar os transportes públicos, deixando o carro perto do metro" através da criação de um interface que "deverá estar plenamente no terreno em setembro".

O parque terá capacidade para 130 veículos e as obras de preparação do espaço custarão à autarquia cerca de 15 mil euros.

O Programa Experimental de Mobilidade Integrada também inclui uma rubrica que prevê a negociação com operadores de transportes de passageiros, nomeadamente com a Espírito Santo e a MGC, para que passem a incluir o sistema Andante no seu modelo de bilhética.

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Em estudo estão carreiras que passam por Oliveira do Douro e Avintes, zona mais interior do concelho.

Eduardo Vítor Rodrigues explicou que este processo "não depende só da câmara, também depende da Autoridade Metropolitana de Transportes" e que está em cima da mesa a hipótese de dar uma compensação às empresas que pode não ser financeira mas sim em isenção de taxas, por exemplo.

O presidente da câmara sublinhou que o avanço deste programa "nada tem a ver com o contexto eleitoral", mas "surge, sim, do processo de descentralização de competências que ainda não se efetuou de vez, mas que, com a entrada das câmaras na gestão da STCP [Sociedade de Transportes Coletivos do Porto], deu novos poderes às câmaras".

Na reunião de segunda-feira também serão analisadas as adjudicações de obras na Escola Básica Sophia de Mello Breyner, que custará cerca de três milhões de euros, bem como na Escola Básica de Valadares, cujo projeto ronda os 2,6 milhões.

As duas empreitadas são comparticipadas por fundos europeus e devem arrancar em setembro.

Também a reformulação da zona de feira dos Carvalhos estará sobre a mesa, sendo que para o local existe um projeto de reabilitação integral num valor superior a dois milhões de euros candidatáveis a fundos no âmbito o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), sendo que segunda-feira é discutida uma das intervenções desse plano global, a qual implica um investimento de 97 mil euros para reordenamento do espaço dos feirantes e valorização paisagística, entre outras vertentes.

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