Saúde

Nova maternidade do hospital de Gaia pronta até ao final do ano

Nova maternidade do hospital de Gaia pronta até ao final do ano

A área materno-infantil do Centro Hospitalar Gaia/Espinho vai ficar pronta até ao final do ano, segundo anunciou o presidente do conselho de administração, Rui Guimarães, esta terça-feira, à tarde, durante a visita do primeiro-ministro às futuras instalações.

"A 1 de janeiro de 2022 teremos aqui o primeiro bebé a nascer. Desde já fica convidado a assistir ao primeiro parto", disse Rui Guimarães, dirigindo-se a António Costa, que se fez acompanhar da ministra da Saúde, Marta Temido.

"Quero agradecer a energia [de Rui Guimarães] inoculada no primeiro-ministro. Há mais vida para além do covid. Temos que acreditar que há um melhor futuro e precisamos de lá chegar de boa saúde. Esta estrutura [nova maternidade] ajudará a permitir que as famílias tenham os filhos que não tiveram em 2020 e 2021", confiou António Costa.

A futura área materno-infantil faz parte da empreitada da fase C e corresponde a um investimento superior a 12 milhões de euros.

Terá serviço de urgência obstétrica e ginecológica, bloco de partos, bloco operatório, unidade de neonatologia com cuidados intensivos e 16 incubadoras, internamento de ginecologia/obstetrícia, berçário com 34 quartos, internamento de pediatria e cirurgia pediátrica.

Os serviços da área materno-infantil que funcionam na unidade localizada no centro da cidade de Gaia, em instalações alugadas à Misericórdia, serão transferidos para o Centro Hospitalar Gaia/Espinho, no Monte da Virgem, assim que estiver concluída esta parte da empreitada da fase C.

Rui Guimarães assinalou que a concentração dos serviços resultará num ganho na "eficiência" dos cuidados médicos. "Temos pulgas, somos irrequietos", acrescentou, com ironia, para ilustrar a vontade de avançar com projetos, depois da visita guiada ao Serviço de Medicina Intensiva Polivalente de Cuidados Intensivos (UCI), que entrou em funcionamento no dia 4 de dezembro de 2020 e está instalado no mesmo edifício da futura maternidade, mas uns pisos abaixo, ao nível do solo.

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A obra "ficou pronta em 90 dias, é a maior estrutura do género do país" e foi um desafio surgido aquando da visita de António Costa no dia 20 de agosto. "Depois do salto na piscina olímpica, ainda tivemos que carregar um piano às costas, mas conseguimos", exultou, de novo num discurso figurado, agradecendo o empenho de todos os profissionais. Também o primeiro-ministro deu os "parabéns" a todos pela "forma enérgica e motivada" como levaram por diante o empreendimento.

O investimento foi de 3,3 milhões de euros em infraestruturas, mais 2,4 milhões de euros em equipamentos de última geração. O UCI conta com 28 camas, seis das quais em isolamento, todas distribuídas por 1650 metros quadrados.

A ministra da Saúde, Marta Temido, fez alusão ao "aumento da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde" e considerou que este avanço "contribui para a melhoria da coesão social". Rui Guimarães acrescentou que desde março de 2020 o Centro Hospitalar Gaia/Espinho contratou 404 pessoas e que destas 145 já fazem parte dos quadros.

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia, e Pinto Moreira, presidente da Câmara de Espinho, também acompanharam António Costa nesta deslocação.

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