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Obras do metro prometem gerar caos rodoviário em Santo Ovídio

Obras do metro prometem gerar caos rodoviário em Santo Ovídio

Túnel rodoviário de Santo Ovídio encerra na próxima terça-feira, 2 de novembro. Presidente da empresa e o autarca de Gaia visitaram esta manhã os trabalhos de prolongamento da Linha Amarela, entre a rotunda e a urbanização de Vila d'Este, cuja conclusão está prevista para 31 de dezembro de 2023.

É já na próxima terça-feira, dia 2 de novembro, que o túnel rodoviário de Santo Ovídio, em Gaia, será encerrado, obrigando os automobilistas a seguirem por vias alternativas. Em causa está a construção do prolongamento da Linha Amarela até Vila d'Este e que utilizará esta zona subterrânea como plataforma logística e de armazenamento de equipamentos. Em consequência pelo encerramento do túnel, espera-se que os problemas de trânsito se agravem no IC 23, na A44 e na A1, que já por si são vias muito condicionadas diariamente em horas de ponta.

O presidente da empresa do Metro do Porto, Tiago Braga, e o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, visitaram na manhã desta terça-feira as obras de prolongamento da Linha Amarela, nomeadamente a cratera onde se constrói a futura Estação Manuel Leão. Um poço com três níveis com uma altura equivalente a sete andares e com três acessos por escadas rolantes, um a sul e dois a norte, servindo a Escola EB 2,3 de Soares dos Reis e os estúdio da RTP.

São mais três quilómetros de linha que terão duas outras estações, uma no Centro Hospitalar de Gaia e outra na urbanização de Vila d'Este, onde residem mais de 15 mil pessoas. A linha parte da atual Estação de Santo Ovídio, segue em viaduto e entra no túnel até à rua de Conceição Fernandes que começará a ser escavado ainda esta semana a partir da estação que servirá o hospital. "Será uma ligação em contínuo, por um túnel com mil metros, um viaduto com 600 metros e pelo prolongamento da linha à superfície através da Rua de Conceição Fernandes até Vila d'Este. Esta obra está em velocidade de cruzeiro e a cumprir com o plano previsto, sendo a intenção ter esta operação concluída a 31 de dezembro de 2023. Ainda esta semana vamos começar com os trabalhos do embocamento sul em frente ao hospital de Santos Silva", afirmou Tiago Braga.

A preocupação da empresa e da autarquia reside nas implicações no tráfego rodoviário decorrentes da obra que levará 18 meses a ficar concluída. "É um constrangimento que altera a vida dos cidadãos mas também sabemos que no final as coisas ficarão melhores para os utilizadores porque estaremos a contribuir para a descarbonização, utilizando-se um transporte como o metro que tem uma pegada menor que o transporte individual", acrescentou o presidente da empresa. Este prolongamento da linha vai custar 98,9 milhões de euros.

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Também o autarca de Gaia reconhece que "é de esperar alguma confusão adicional". Segundo Eduardo Vítor Rodrigues, "o túnel de Santo Ovídio já retirava cerca de 40 mil carros diariamente da rotunda e essa distribuição vai-se fazer agora com ónus, sobrecarregando a IC23, a A44 e as nacionais, nomeadamente a EN1 que vai ter muita sobrecarga".

O autarca apela para que os utilizadores "adaptem os seus comportamentos" e diz que será reforçada a oferta de transporte público e o policiamento na rotunda por ali ocorrerem alguns excessos no estacionamento abusivo e até por paragem de autocarros.

Contestação da FAUP à nova ponte

Nesta visita, Tiago Braga reagiu ainda à contestação feita na segunda-feira pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) que critica o traçado da nova ponte do metro sobre o rio Douro, por colocar em causa a defesa da paisagem e a salvaguarda do património, impedindo o projeto de expansão daquela faculdade.

"O concurso de ideias e construção foi público e para o processo de avaliação convidamos a comunidade e um júri constituído pela Câmara do Porto, pela Câmara de Gaia, por quatro elementos do metro, por elementos da Ordem dos Engenheiros e da Ordem dos Arquitetos e por um elemento da Direção Regional de Cultura do Norte. Tivemos 27 soluções, sendo que uma delas com duas variantes. Foram 28 trabalhos que o júri analisou perante aquilo que era a solução consensualizada entre as duas autarquias e aquilo que são os objetivos de uma linha estruturante para toda a Área Metropolitana do Porto, nomeadamente para a zona sul desta região. A contestação é de quem a toma e que quem procura defender o seu ponto de vista", salientou Tiago Braga.

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