Vila Nova de Gaia

Perigo aumentou na EN1 com fugas a portagens

Perigo aumentou na EN1 com fugas a portagens

Quem anda a pé na Estrada Nacional (EN1) no lugar das Vendas, em Grijó, Gaia, arrisca a vida. O trânsito, que já era caótico, intensificou-se com as portagens na A29 já que aquela via se tornou alternativa. Os moradores exigem a colocação de passadeiras.

Atravessar a EN 1 no lugar de Vendas é um perigo para peões e um teste à paciência dos condutores. O aumento do trânsito automóvel, que os moradores garantem ter-se verificado logo após a introdução de portagens da A29, transformou a principal alternativa não paga de acesso ao Porto num perigo real para quem pretende atravessar a pé e aceder a um dos muitos serviços  existentes ao longo da faixa de rodagem.

Há vários estabelecimentos de restauração, entre os quais alguns de referência, que recebem diariamente centenas de clientes que necessitam de atravessar a EN1 por só existir estacionamento na via oposta, ou porque se deslocam em sentido contrário. A estes, juntam-se outros serviços como bancos e o posto dos Correios com igual procura.

Mas o trânsito automóvel é de tal forma acentuado, particularmente nas horas de ponta (início da manhã e final da tarde) que frequentemente é preciso esperar longos minutos para que se possa atravessar em segurança. Facto que leva peões mais impacientes a optar por arriscar a vida  em corridas apressadas entre  carros.

O número crescente de relatos de atropelamentos aumentou nos últimos meses trazendo à memória de moradores e comerciantes o cenário trágico que se verificava antes da inauguração da A29 e até da própria A1.

"Quase todos os dias se apanham sustos e ainda recentemente houve uma morte na estrada", lembrou António Fonseca, um dos peões que arriscou atravessar a via em passo apressado e entre veículos com condutoresque preferem buzinar  em vez de diminuírem a velocidade.

"Muitos dos atropelamentos são ligeiros e nem chegam ao conhecimento das autoridades, mas isto está a voltar ao que era antigamente, antes de termos as auto-estradas", garantiu.

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Também os responsáveis pelos restaurantes, onde ao longo das décadas têm testemunhado muitos dos atropelamentos, se mostram preocupados. "Desde que as SCUT começaram a ser pagas aumentou o trânsito e passou a ser terrível andar na EN1".

"Deviam colocar passadeiras e travar, de alguma forma, a velocidade dos condutores", referiu Vera Gomes, administradora do Restaurante Rampinha.

Mas as queixas vêm também de automobilistas. "Por vezes, perco mais tempo neste quilómetro e meio, entre o Picoto e o final das Vendas de Grijó, do que no restante percurso até ao Porto", protestava Américo Rosas que diz fazer aquele percurso desde que a A29 passou a ter portagem.

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