Conferência

Plataforma Azul debate sustentabilidade dos oceanos em Gaia

Plataforma Azul debate sustentabilidade dos oceanos em Gaia

A criação de uma rede de cidades e de regiões e a sustentabilidade dos oceanos, com as oportunidades e desafios associados, vão estar em destaque na conferência Plataforma Azul, que se realiza nesta sexta-feira, em Vila Nova de Gaia.

Inserido no Fórum Internacional de Gaia, será o primeiro grande grande debate em Portugal da Plataforma Azul, projeto criado em junho.

A marca Plataforma Azul "nasceu no âmbito da diversificação de atividades e dos modelos de negócio do Plataforma Macau", que é um jornal bilingue, em português e chinês, com sede em Macau, e desse projeto nasceram três novas marcas, o Plataforma Sabores, o Plataforma Grande Baía e a Plataforma Azul, explica Paulo Rego, administrador do Global Media Group, grupo detentor do Plataforma Macau e de meios de comunicação nacionais como o JN, o DN, O Jogo e a TSF.

"Num mundo que tem debatido a sustentabilidade e a nova economia de uma forma pouco científica e consciente e que é pouco partilhada, mas muito politizada, privilegiando os interesses nacionais e não o comum, a Plataforma Azul pretende debater e provocar soluções para a economia sustentável, concentrada na sustentabilidade dos oceanos", sublinha Paulo Rego.

Salientando que "existe uma linha física [oceano] que liga todas estas geografias [países de língua portuguesa] e que significa um mar de oportunidades", o responsável vinca que a presente geração deve "às próximas uma atitude responsável sobre o que está em causa".

"Estamos a falar da sobrevivência do planeta e dos modos de vida que temos, mas queremos fazê-lo como uma lógica de oportunidades, unindo geografias, interesses globais e que descubra na economia azul oportunidades de negócio, de lucro e para a formação de redes", acrescenta.

Usando como justificação para a presença da marca na conferência em Gaia o objetivo de criar "o conceito de redes de regiões e de cidades", Paulo Rego assinala a participação de "parceiros da plataforma do Brasil, de África, de Macau e da China" a quem querem "juntar redes de cidades e também académicas para a produção de conhecimento, com o envolvimento dos media".

"Macau é hoje um dos centros operacionais da maior região económica do mundo, a região do grande delta do rio das Pérolas, que envolve nove cidades mais Macau e Hong Kong, o que vai permitir trazer a China para a questão, o que será incontornável numa economia sustentável", refere.

E acrescenta: "Não podemos olhar para o futuro, a 10 ou 15 anos, da economia sustentável sem incluir aquela que é uma das duas maiores economias do mundo [China]. A economia azul é uma grande oportunidade nessa região, que representa 14% do Produto Interno Bruto da China".

O arranque dos trabalhos está marcado para as 10 horas, no auditório do Centro Paroquial de Mafamude, com o primeiro painel a debater o tema "Por uma Rede de Cidades e Regiões". Às 15 horas, o segundo painel abordará "Oceanos e Sustentabilidade - Oportunidades e Desafios".

Pelas 19.30 horas, o salão nobre do quartel da Serra do Pilar acolhe um jantar debate com empresários, com o objetivo de debater "Oportunidades de Cooperação com o Espaço Económico de Língua Portuguesa no âmbito da Grande Baía".

Na agenda da Plataforma Azul está previsto ainda, para 8.30 horas de sábado, um pequeno-almoço/debate com 30 jovens líderes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa tendo em vista a "apresentação do projeto e oportunidades de cooperação com o espaço económico de Língua Portuguesa no âmbito da Grande Baía".