Vila Nova de Gaia

Prédio poderá voltar a "travar" o teleférico em Gaia

Prédio poderá voltar a "travar" o teleférico em Gaia

A construção de um edifício, no morro da Rua da Calçada da Serra, em Gaia, estará a inviabilizar a conclusão da obra do teleférico,  que já não começará a funcionar no fim do mês. A Câmara diz que só faltam "pormenores" e que o teleférico avança em Fevereiro.

No mês passado, o administrador da concessionária da obra garantiu, ao JN, que o teleférico começava a funcionar no final de Janeiro. A quarta dada anunciada para abertura do equipamento era dada como "definitiva". Mas, afinal, o  prazo dado já não vai ser cumprido. Fonte do Gabinete de Comunicação da Câmara de Gaia disse, ao JN,  que o teleférico só começará a funcionar "em meados de Fevereiro",  escusando-se, ainda assim, a adiantar outra qualquer data específica.

De acordo com  o que o JN conseguiu apurar, a construção de um edifício junto à "boca superior" do teleférico - que ligará o Cais de Gaia à Avenida da República - é o motivo que estará a inviabilizar uma série de pormenores do projecto, que se encontra praticamente concluído. Aliás, a inauguração da obra está pendente disso, sendo certo que, até ao final do mês, as coisas ainda não estarão resolvidas.

Em causa estará o facto de no  prédio, com vistas privilegiadas sobre o rio Douro,  estar prevista a edificação de mais três andares que poderão ficar em "rota de colisão" com as cabinas do teleférico. Logo, a  requalificação do imóvel, que está situado abaixo do equipamento que servirá de estação do teleférico, à cota superior, pode adensar uma série de questões burocráticas e fazer parar todo o projecto.

Aliás, devido aos vários atrasos que a obra já passou, a factura da construção do teleférico já ultrapassou os dez milhões de euros.

De realçar que o facto da obra estar enquadrada em pleno Centro Histórico de Gaia obriga a normas de segurança apertadas que têm de ser seguidas à risca.

Esta não é a primeira vez que o projecto do teleférico de Gaia é "vítima" de percalços. O primeiro aconteceu logo no início da obra, quando o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) impôs a mudança da estação do Jardim do Morro para a encosta, obrigando a um custo inesperado  para se efectuarem várias expropriações na Calçada da Serra.

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Já depois desse imbróglio, a plataforma da estação, para onde também foi pensado um restaurante panorâmico, teve de subir cerca de um metro e meio.

Por agora, falta ainda decidir qual o destino a dar ao equipamento, sabendo o JN que o local pensado para o restaurante pode, em vez disso, vir a ser utilizado como espaço cultural.

O director municipal do Urbanismo da Câmara de Gaia, Carlos Bojas, garante que o edifício que está a ser construído "encontra-se licenciado", não significando qualquer impedimento para o teleférico". O concessionário da obra também admitiu, ao JN,  que a intervenção "não está parada".

"Uma obra com a envergadura do teleférico não podia parar por causa de um prédio", referiu Carlos Bogas, sublinhando que "a casa terá apenas dois andares, a partir da cota da rua".

O director do Urbanismo sublinhou que as cabinas sobrevoarão apenas  "uma parte dessa parcela", frisando que o teleférico passará "pela esquina do quintal da casa ou pela zona do terraço".

Carlos Bogas disse ainda que a "obra está praticamente pronta", faltando só alguns "pormenores de arruamentos" e posterior vistoria para avaliar a segurança.

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