Vila Nova de Gaia

PS de Gaia quer levar Es.Col.A para Centro Histórico-Afurada

PS de Gaia quer levar Es.Col.A para Centro Histórico-Afurada

O PS de Gaia quer resgatar o Es.Col.A ao Porto e levar o movimento para o eixo Centro Histórico - Afurada, naquela cidade, disse, esta sexta-feira, à Lusa o líder da concelhia socialista e vereador, Eduardo Vítor.

A proposta é apresentada, na segunda-feira, em reunião extraordinária do executivo.

O movimento Es.Col.A, desde 2011 na escola da Fontinha, no Porto, foi despejado na quinta-feira pela polícia daquelas instalações.

Eduardo Vítor, um dos dois vereadores socialistas na Câmara de Gaia, disse à Lusa que a decisão de apresentar a proposta não é uma "coisa articulada politicamente" e salientou a "causa positiva" a que o movimento Es.Col.A ambiciona.

"O movimento responde a uma necessidade do concelho e pode ajudar a introduzir uma dinâmica social, com amplitude cultural, feita por jovens qualificados. Estamos a pensar no eixo centro histórico - Afurada, porque esse é o ambiente social e cultural que melhor reproduz a Fontinha", disse.

O dirigente socialista, que diz contar, "sinceramente", com o apoio da maioria municipal, recorda que, naquela zona, há espaços municipais para cedência e a necessidade de um movimento com estas características.

Eduardo Vítor qualificou de "inaceitável" a gestão do dossiê do Es.Col.A por parte do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, e disse que o resgate do movimento será uma "solução de recurso, que resolve os problemas de Gaia e deixa os do Porto a descoberto".

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"Não fomos nós, os gaienses, e nós, os vereadores do PS, que decidimos retirar o movimento daquela zona. Foi a Câmara do Porto. E, depois, não estamos assim muito longe da Fontinha. Acredito que essa lógica de proximidade entre o movimento e os habitantes da Fontinha não se desfará totalmente", acrescentou.

O Es.Col.A, para Eduardo Vítor, é uma "causa que faz falta à sociedade, pois consegue articular o cultural e com a ação social".

Há ainda, de acordo com o vereador do PS, espaços municipais disponíveis para cedência, mas "não para cedências formais, que um dia permitam que a polícia lá vá".

Com esta proposta, Eduardo Vítor quer que o movimento não se transforme numa vítima da sociedade.

O dirigente socialista disse ainda conhecer alguns elementos do Es.Col.A, a quem reconhece competências, embora garanta também saber de "alguns fenómenos" que não transmitem aquilo que esteve na génese da criação do movimento.

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