Vila Nova de Gaia

Teleférico só começará a circular em Março

Teleférico só começará a circular em Março

O teleférico de Gaia, em fase de testes, só começará a funcionar em Março. O presidente da Câmara de Gaia experimentou, ontem, o percurso, que une em menos de cinco minutos o Cais de Gaia ao Jardim do Morro. O preço dos bilhetes ainda não está definido.

A obra do teleférico ainda não está acabada. As cabinas já andam a circular do Cais de Gaia ao Jardim do Morro em menos de cinco minutos. Mas tudo decorre ainda numa fase experimental. De acordo com João Guerreiro, um dos responsáveis da empresa Telef, que fará a exploração do projecto, "nos próximos 15 dias serão feitos os testes das cabinas, para depois termos a  obtenção do relatório de segurança do  IMTT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres), e posterior licenciamento de circulação".

Todavia, o que falta acabar prende-se mais "com infra-estruturas dependentes da construção civil - como o edifício do restaurante panorâmico - e menos ao nível da mecânica e engenharia do teleférico", assegura João Guerreiro.

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Por isso mesmo, o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes - que ontem fez o percurso entre os Cais de Gaia e o Jardim do Morro - confia que "até ao início da Primavera o teleférico esteja a circular", enquanto que só aponta  "o Verão" para a zona do restaurante ficar pronta.

Ideia contrária tem João Guerreiro que, ainda assim, assegura que o início da circulação das  cabinas "será mais que certa para Março". Já para o restaurante, o concessionário ainda está a avaliar a "versatilidade do espaço" que o vê com uma " tripla função": restaurante, núcleo cultural e espaço para exposições e concertos.

Certo é que a obra "já ultrapassou os dez milhões de euros" e agora o que ainda há para fazer deverá ser reduzido "ao mínimo", sublinhou o empresário.

Luís Filipe Menezes sublinhou que "nos próximos meses será ainda feita toda a reabilitação urbana à volta do Jardim do Morro". "Esperemos que daqui a meio ano, a intervenção esteja em velocidade de cruzeiro", acrescentou.

Indefinido ainda está o preço dos bilhetes, mas João Guerreiro, da Telef, está ciente que o teleférico não pode ser visto como um "meio de transporte", até  porque este modelo "não gera rendimento" e , por isso, manter a viagem de ida é volta por 9,5 euros "é uma hipótese", mas a integração no sistema Andante ainda não está decidida (ler caixa ao lado).

Seja como for, o que salta à vista desarmada é que o preço, a manter-se nos 9,5 euros, será caro para uma viagem que decorre em menos de cinco minutos. Ainda assim, os menos corajosos podem perder o medo: é que a viagem, além de não sofrer trepidações, oferece uma paisagem magnífica.

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