Greve

Trabalhadores da CAMO organizaram cortejo em Gaia pelo aumento salarial

Trabalhadores da CAMO organizaram cortejo em Gaia pelo aumento salarial

Os trabalhadores da empresa CAMO, em Gaia, realizaram um cortejo, esta terça-feira, para reivindicar o aumento dos salários. A greve de duas horas por semana vai continuar até ao fim de fevereiro.

As ações de rua dos trabalhadores da CAMO, empresa de Gaia que se dedica ao fabrico de autocarros, começaram na semana passada e prometem durar até ao fim do mês. Esta terça-feira ganharam maior exposição. Foi dia de cortejo, junto às instalações. São reivindicados aumentos e protesta-se contra a discriminação salarial.

Filipe Pereira, dirigente sindical do Site-Norte, disse que a administração da empresa mostra-se "intransigente". Sem acordo, as duas paragens semanais, à terça-feira e à quinta-feira, entre as 15.30 horas e as 16.30 horas, com a concentração dos funcionários à porta da CAMO, vão prosseguir.

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"É justo e necessário o aumento do salário" e "CAMO escuta, os trabalhadores estão em luta". Estas foram algumas das frases proferidas no cortejo, amplificadas pela aparelhagem sonora. A negociação caiu num impasse e a proposta da administração não agrada aos grevistas.

Foi proposto um aumento salarial gradual, a começar por 22 euros e ir subindo anualmente até aos 25 euros. Mas sem efeito. "Não acompanha o custo de vida", justificou Filipe Pereira.

A diferença nos vencimentos, com "trabalhadores da mesma categoria e menos anos de casa a receberem mais 134 euros por mês", é outra situação que querem ver corrigida, insurgindo-se contra esta "discriminação".

Com greves parciais marcadas, se não houver evolução até março, em plenário será decidido o que fazer. O Site-Norte reiterou estar "disponível para dialogar".

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