Abrantes

Troca de sangue terá estado na origem da morte de idosa atacada por bode

Troca de sangue terá estado na origem da morte de idosa atacada por bode

A senhora de 80 anos que foi atacada por um bode, há três semanas, na freguesia do Pego, em Abrantes, não terá morrido na sequência dos ferimentos causados pelo animal, mas sim devido à troca de sangue que lhe foi administrado no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

O JN apurou junto de fonte hospitalar que quando Maria Rosa deu entrada no hospital em estado grave, no dia 25 de agosto, levou uma primeira transfusão com sangue universal (ORH+). Contudo, a segunda unidade de sangue "não era compatível" com o seu grupo sanguíneo.

"Apagou-se naquele momento", assegura a mesma fonte. "A senhora morreria na mesma, mas além dessa informação não constar no processo do doente, até ontem, ainda não tinham informado a família", denuncia.

O erro terá sido detetado ao final da tarde, quando foram para repor as unidades de sangue em falta. "Abriram um processo judicial ao dono do bode, que era primo da senhora, e que está muito abalado pela situação por ser apontado como o causador da sua morte", conta.

"A senhora chegou em estado muito grave ao hospital, mas não foi o bode que a matou", sublinha a mesma fonte. "Ela chegou ao hospital consciente", assegura.

A idosa deu entrada no hospital de Abrantes com "uma lesão interna na zona do tórax, que lhe provocou o rebentamento do pulmão, uma lesão exposta na coxa e vários hematomas no corpo todo".

Em resposta a um pedido de comentário do JN, o Conselho de Administração do CHMT "não confirma a causa da morte por administração de sangue errado", mas "determinou de imediato a realização de um processo de inquérito, com caráter de urgência, com vista a apurar as causas da ocorrência, as consequências da mesma e a responsabilidade dos intervenientes".

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