Santarém

Um dia com os heróis de bata que enfrentam a Covid-19 no Hospital de Abrantes

Um dia com os heróis de bata que enfrentam a Covid-19 no Hospital de Abrantes

Em tempo de guerra, esperamos o estrondo das bombas, o frenesim de generais e dos seus soldados, destruição, sangue, morte. Sujidade. Na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Abrantes vive-se um perturbador silêncio, num ambiente de assepsia levada ao extremo.

Por estes corredores já se viveram momentos de sufoco, mas reina nos últimos dias uma estranha acalmia. Contudo, ninguém está tranquilo. Teme-se uma segunda onda de contágio. A enchente, o caos, a incapacidade de salvar todos. Que se desenganem os incautos, o "bicho" não morreu. Nem há previsão que venha a morrer tão cedo.

"Vamos ter que aprender a conviver com o vírus..." A frase já fora ouvida noutros contextos, mas fica pendente, qual balão de banda desenhada, quando, com ela, damos por terminado o dia de reportagem na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital de Abrantes.

A enfermeira Ana Bretes esteve a mostrar-nos o complexo empreendimento de vestir e despir o "fato de astronauta" - forma metafórica e bem-disposta como a equipa de profissionais de saúde denomina o equipamento de proteção individual que veste para tratar doentes infetados com Covid-19 -, que já teve que usar muitas vezes neste período de crise pandémica.

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