Santarém

Surto de covid-19 confina 70 cidadãos brasileiros em aldeia de Benavente

Surto de covid-19 confina 70 cidadãos brasileiros em aldeia de Benavente

Cerca de 70 cidadãos brasileiros que residem na aldeia de Santo Estevão, em Benavente, estão confinados a aguardar os resultados do teste à covid-19, após cinco pessoas terem testado positivo. São na sua maioria trabalhadores de jardins em casas não permanentemente habitadas da aldeia.

Os cinco infetados são um casal, com uma filha, e outros dois homens. O primeiro caso ocorreu na noite de quarta-feira, quando um cidadão se dirigiu ao hospital por suspeitar que tinha a doença. Foi feito o teste e acusou positivo.

Feito o rastreio de contactos ao primeiro caso, toda a comunidade de brasileiros com quem habitualmente convive na aldeia foi submetida a testes e, até à tarde de domingo, cinco tinham acusado positivo. O casal infetado tem ainda um recém-nascido a aguardar pelo resultado do teste.

Os restantes resultados devem ser conhecidos esta segunda-feira. Nelson Forte, presidente da junta de freguesia, espera que o número de casos de infeção aumente nesta localidade devido à proximidade entre a comunidade, mas congratula a forma como todos os cidadãos brasileiros estão a respeitar o confinamento.

"Todos foram recetivos ao confinamento e estão em vigilância ativa pelas autoridades, mas até este domingo não recebemos indicação de desrespeito por qualquer pessoa", afirma.

A comunidade encontra-se disseminada pela aldeia. Muitos são caseiros nas casas onde trabalham e outros habitam em casas próprias. Os proprietários das casas onde os cidadãos agora confinados trabalham também foram contactados pela autoridade de saúde local para se perceber se tinham tido contacto direto com os infetados.

Não é a primeira vez que existem casos de covid-19 na aldeia de Santo Estevão. Há três meses, a comunidade paquistanesa foi isolada em polidesportivos da aldeia e 25 acusaram positivo à doença. Foram distribuídos por assintomáticos, sintomáticos e com resultados incertos. Hoje, essa comunidade está livre da doença.