Ourém

Indignação no funeral de ciclista

Indignação no funeral de ciclista

Um silêncio de tristeza, rasgado por lamentos de consternação, rostos carregados e olhos marejados de lágrimas, marcaram este sábado o semblante das centenas de pessoas que se deslocaram à Urqueira, em Ourém, para se despedirem de Tiago Valério, o ciclista de 26 anos que morreu na quinta-feira, após ter sido colhido durante um treino.

No cortejo fúnebre, a contrastar com a predominância de vestes negras do luto, eram visíveis camisolas e capacetes coloridos, envergados por dezenas de ciclistas, equipados a rigor, que, acompanhados das bicicletas, quiseram prestar homenagem a um jovem "que amava o ciclismo e fazia questão de pôr toda a gente bem-disposta", desabafou ao JN um dos atletas presentes.

"A morte entristece, mas para os que creem em Jesus, a vida não acaba, apenas se transforma. A morte não é o limite, é uma passagem para a casa do Pai, pelo que peço a força da vossa esperança", para ajudar os familiares do Tiago a ultrapassarem este momento difícil, apelou o pároco da Urqueira.

Tiago Valério foi atropelado na quarta-feira, à noite, esteve em coma e faleceu no dia seguinte. A sua morte gerou um movimento de indignação e foi sugerida uma petição para exigir mais sinalização e segurança nas estradas para os ciclistas.

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