Fogo

Combate a incêndio em Fátima em fase de resolução

Combate a incêndio em Fátima em fase de resolução

Mais de 300 operacionais ajudados por 11 meios aéreos estavam a combater, pelas 20 horas desta sexta-feira, um incêndio numa área de mato em Fátima, concelho de Ourém, disse fonte da Proteção Civil. Pelas 21.30 horas, o combate ao fogo já estava em fase de resolução.

Chamas deflagraram próximo de centro de deficientes profundos e de lar de idosos, mas não houve necessidade de evacuação. Meios aéreos desmobilizados ao anoitecer.

Utentes e funcionários do Centro de Apoio a Deficientes João Paulo II e de um lar de idosos, localizados entre Alvega e Fátima, não se livraram do susto, já que as chamas do incêndio que deflagrou hoje, pouco depois das 15 horas, passaram por perto. O relato é do presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, que tem estado a acompanhar as operações no terreno, enquanto responsável pela Proteção Civil.

"Não houve evacuação, embora tudo estivesse a postos, porque os meios foram concentrados nesses locais que nos ofereciam mais preocupação", revelou ainda o autarca ao JN. Por volta das 20 horas, "o incêndio começou a entrar em fase de resolução e os 11 meios aéreos foram desmobilizados quando começou a anoitecer". Contudo, permanecem no terreno 347 operacionais de várias corporações de bombeiros, apoiados por 71 viaturas.

Luís Albuquerque garantiu que as chamas consumiram apenas zona de mato rasteiro, de uma zona rural, e que o combate foi dificultado não só devido ao vento intenso, como à configuração do terreno: montes e vales. "O incêndio deflagrou apenas num ponto, mas com muita intensidade. Passados setes minutos, tomou proporções enormes", explicou o autarca. O fumo chegou a ser visível no Santuário de Fátima

Ao JN, o responsável do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, David Lobato, disse que o fogo deflagrou pouco depois das 15 horas, que chegou a lavrar "com muita intensidade" pelas 18 horas, tendo dado tréguas pelas 20 horas.

Não há danos pessoais a registar, nem habitações em perigo, adiantou David Lobato, que é também comandante dos Bombeiros Voluntários do Cartaxo.

"Só houve casas em risco no início do incêndio", concretizou, acrescentando que "no início houve, de facto, alguns pontos sensíveis que foram sendo eliminados conforme se foram estabelecendo perímetros de segurança".