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Peregrinação

Associação desativa site dos Caminhos de Fátima em protesto

Associação desativa site dos Caminhos de Fátima em protesto

A poucos dias da visita do Papa Francisco a Fátima e com milhares de peregrinos preparados para iniciar a sua caminhada até à Cova da Iria, a Associação de Amigos dos Caminhos de Fátima decidiu desativar o site com mapas, conselhos e indicações para os peregrinos a pé.

Trata-se de uma iniciativa em sinal de protesto por a Associação de Amigos dos Caminhos de Fátima (AACF) ter sido ignorada no protocolo que vai ser assinado esta tarde, entre o Turismo de Portugal, o Centro Nacional de Cultura (CNC) e a Associação de Caminhos de Fátima (ACF), constituída por vários municípios.

"O site da Associação de Amigos dos Caminhos de Fátima vai ser desativado, com o objetivo de que as duas entidades [CNC e ACF] possam assumir os papéis de entidades coordenadoras dos caminhos de Fátima", pode ler-se na mensagem divulgada esta quarta-feira na página da associação na rede social Facebook.

Esta medida pode causar alguns constrangimentos aos peregrinos, pois, de acordo com os muitos testemunhos deixados pelos caminhantes, o trabalho da AACF tem-se revelado fundamental para facilitar e tornar mais agradáveis as peregrinações a pé, quer a partir do norte, quer do sul do país.

Tal como o JN tem vindo a noticiar, a cooperação e coordenação na marcação e gestão dos caminhos em direção a Fátima tem gerado muita controvérsia. A AACF acusa o Centro Nacional de Cultura de alegada falta de empenho na manutenção dos caminhos e até de colocar "em risco a vida dos peregrinos", através de marcações, que por exemplo obrigam os caminhantes a atravessar o IC9 e obrigá-los a saltar as cercas das vias rápidas que rodeiam a Nazaré.

Em resposta, a presidente do CNC, Maria Calado, lamentou a "quebra de solidariedade" entre as duas entidades e fez saber que a instituição que dirige é a "titular de direitos relativamente ao projeto Caminhos de Fátima e respetiva marca (na sua dimensão nominal e visual)".

Pelo meio, apareceu a associação constituída por 14 municípios, em 2016, com o propósito de criar um caminho alternativo ao atual traçado do IC2 e EN1, que seria chamado de Caminho do Centenário. Porém, as verbas que tinham sido anunciadas pelo governo anterior para este projeto, só o mês passado entraram em fase de candidatura, através de programas comunitários. E o novo traçado, que era para estar concluído a tempo do início das comemorações do Centenário das Aparições, tem agora uma nova meta: 2018.

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