Emigrantes em Fátima

"Quando chego à rotunda dos Pastorinhos, as lágrimas começam-me a correr pela cara"

"Quando chego à rotunda dos Pastorinhos, as lágrimas começam-me a correr pela cara"

Prestes a chegar a Fátima, Rita Santos, 50 anos, foi pagar uma promessa que lhe faltava.

Emigrante em França, a peregrina de Gaia vai percorrer um total de 185 quilómetros a pé, acompanhada por oito familiares e por uma fé inabalável. "Quando chego à rotunda dos Pastorinhos as lágrimas começam-me a correr pela cara."

"É uma emoção tão grande que a gente não tem explicação", diz Rita Santos, que trabalha como empregada da limpeza na Suíça, num cantão junto à fronteira com França, onde mora há 13 anos, com outros familiares que a acompanham na peregrinação. "Já vim 13 vezes seguidas, mas deixei de vir há 13 anos."

O genro Mário Almeida, 34 anos, pintor da construção civil na Suíça, estreou-se como peregrino este ano. "Tinha prometido ir a Fátima a pé se a vida me corresse bem", justifica. "Só o acordar é motivo de pagar e de festejar", observa, sorridente. "Saímos no domingo à noite de Gaia e dormimos em Águeda, Coimbra e Pombal", conta.

Serralheiro na Suíça e residente em França, Fernando Monteiro, 49 anos, desta vez, percorreu apenas cerca de nove quilómetros a pé, pois fez a maior parte do percurso de carro, a partir de Gaia. "Juntei-me à família em Santa Catarina da Serra [Leiria] e vou acompanhá-los até ao Santuário", explica ao JN.

"Já fiz quatro peregrinações seguidas. Na altura, por causa de familiares que estavam doentes", recorda Fernando Monteiro. "Uma pessoa, quando está aflita, promete e vem", comenta. "Ainda tenho uma promessa para pagar, mas ainda não foi o momento indicado."

O regresso a Gaia dos peregrinos emigrantes, acompanhados por dois familiares de carro, está marcado para amanhã, dia 13, após terminarem as celebrações religiosas.

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