Celebrações religiosas

Recinto do Santuário de Fátima com poucos peregrinos

Recinto do Santuário de Fátima com poucos peregrinos

Às 18 horas, o número de fiéis no recinto do Santuário de Fátima era tão reduzido que ninguém diria que se iniciam esta quinta-feira as celebrações religiosas do 12 de agosto. Eugénia Quaresma, diretora da Obra Católica das Migrações, acredita que a falta de afluência de peregrinos se deve à pandemia.

"Não estranho o número de pessoas. Temos emigrantes que vieram e outros que optaram por não vir, por causa da pandemia", diz ao JN. Aponta ainda como justificações o facto de a conferência de imprensa não ter sido aberta aos peregrinos, como sucedeu em anos anteriores, e ter deixado de haver a saudação aos peregrinos, ao final da tarde.

O cancelamento da vigília noturna, pelo segundo ano consecutivo, é outro motivo avançado pela diretora da Obra Católica das Migrações para não se verem tantos fiéis no recinto. "Era um momento que arrastava muita gente todos os anos." Por fim, acrescenta que o facto de, na Europa, o período de férias nem sempre coincidir com o mês de agosto também terá contribuído para tal.

"Desde a primeira quinzena de julho que todos os dias temos sentido um crescimento do número de peregrinos, sobretudo de manhã", garante Carmo Rodeia, diretora de comunicação do Santuário de Fátima. "Ainda hoje estiveram aqui inúmeros fiéis e, na missa das 11 horas, a Basílica estava muitíssimo composta", assegura. O tocheiro e a Capelinha eram as zonas onde havia mais pessoas.

As celebrações religiosas, integradas na peregrinação dos emigrantes, iniciam-se hoje, às 21.30 horas, com bênção das velas e o Rosário, na Capelinha das Aparições, seguida da procissão das velas.

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