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Inês de Medeiros atribui prioridade de habitação social a moradores em bairros de lata em Almada

Inês de Medeiros atribui prioridade de habitação social a moradores em bairros de lata em Almada

A Câmara Municipal de Almada tem em vista a construção de 450 casas de habitação social este mandato e a prioridade vai para as famílias que residem em bairros de lata como o 2.º Torrão, na Trafaria, e Terras da Costa, na Caparica.

Ao JN, durante a comemoração da conquista de novo mandato autárquico em Almada, Inês de Medeiros afirmou que "os primeiros cem fogos são para pessoas que estão numa zona especial do bairro de lata do 2.º Torrão, mas é preciso construir".

A Câmara Municipal de Almada tem inscritas mais de 500 famílias para atribuição de habitação social, mas são muitas mais, disse a autarca. "Estão 500, mas as necessidades são superiores, muitas das pessoas de bairros degradados não se inscreveram", lamentou. Além das 450 casas que serão construídas, Inês de Medeiros conta com o grande projeto do IHRU em construir 3500 fogos para renda acessível e renda apoiada.

Para a autarca, Almada precisa de casas novas. "Tentámos no âmbito da Estratégia Local para a Habitação realojar através de reabilitação e aquisição de casas devolutas, mas é mais fácil falar que fazer, o concurso para aquisição de casas não resultou, houve muito poucas". "Almada precisa de mais casas e é fundamental construir até para controlar a especulação imobiliária no que diz respeito a casas para jovens".

O policiamento em Almada, ou falta dele, é um problema identificado pela autarca que pretende criar uma polícia municipal para aliviar o trabalho das forças de segurança. "Nestes últimos dois anos tornou-se clara a falta de pessoal na GNR e PSP". "Há áreas ao nível da fiscalização e partes administrativas que a câmara pode fazer e aliviar o trabalho das forças de segurança que continuam com os poderes que são próprios", explicou.

A autarquia vai lançar um estudo para analisar impacto económico financeiro desta medida para depois abrir concurso para contratação de meios. A partir desse momento, é previsível que em dois anos seja criada a polícia municipal em Almada.

Inês de Medeiros classificou o primeiro mandato como "a base para lançamento e projetos estruturantes e agora é continuar". "Queremos continuar grandes projetos como o Innovation District, o Instituto de Arte e Tecnologia ou a reabilitação de vias fundamentais", afirmou.

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A par destes, em cima da mesa existem projetos estruturantes relacionados com as adaptações climáticas, "como a reabilitação da frente marítima, frente ribeirinha, a criação de um corredor verde no IC20, a criação de cem quilómetros de redes cicláveis", concluiu.

O PS venceu em Almada com maior margem que há quatro anos. Elegeu cinco vereadores, mais um do que o que tinha, mas não chegou para a maioria absoluta. "Queremos falar com todas as forças políticas para obter entendimentos", afirmou Inês de Medeiros. A CDU manteve os quatro vereadores eleitos de 2017. A coligação PSD, CDS, Aliança, MPT e PPM elegeu um vereador e o Bloco de Esquerda outro.

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