Pandemia

Detetado surto de covid-19 em lar do Barreiro

Detetado surto de covid-19 em lar do Barreiro

Há um surto de covid-19, entre utentes e funcionários, no lar de São José, no Barreiro. O equipamento pertence à Santa Casa da Misericórdia do Barreiro que assegura ter testado todos os 55 funcionários e 84 utentes.

Neste momento, três estão hospitalizados e os restantes, a maioria assintomáticos, já estão isolados nas instalações do lar. "Temos um piso dedicado aos doentes infetados. Os outros estão noutro piso, não há contacto entre eles", avança Sara Oliveira, provedora da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro ao JN.

Os primeiros três casos foram detetados na terça-feira, tendo sido logo agilizados todos os meios para a realização de testes. "Temos vindo a monitorizar os utentes e funcionários desde que começou a pandemia, várias vezes ao dia, e houve três utentes que mostraram oscilações da temperatura. Ficamos preocupados porque não era normal e mandei fazer os testes. Ao testarem positivo, de seguida testamos todos, na quinta-feira, e na sexta-feira saíram os resultados", explica Sara Oliveira, sem querer confirmar, porém, o número de infetados.

A provedora da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro garante que o lar de São José seguiu todas as orientações da Direção-Geral de Saúde (DGS) e acredita que a origem do vírus é externa à instituição. "Cumprimos sempre com todas as orientações da DGS e o nosso plano de contingência sempre foi seguido à risca. O vírus está na comunidade e, todos os dias, entra e sai alguém. Todos têm equipamentos de proteção individual para se protegerem e cá dentro conseguimos controlar o que fazem, lá fora já não. Infelizmente as pessoas nem sempre cumprem e depois dá o resultado que dá. Temos realmente tido todos os cuidados e era evitável o que aconteceu", lamenta.

Sara Oliveira admite ainda estar a ter dificuldades em encontrar profissionais de saúde, nomeadamente enfermeiros. "Um dos enfermeiros do lar testou positivo à covid-19 e já foi para casa e outro, ao saber do surto da covid-19, também preferiu abandonar 'o barco'. Está a ser muito difícil contratar enfermeiros, o que está a ser um obstáculo à qualidade de tratamento dos meus utentes. Já apresentei as minhas preocupações e espero que as entidades pensem nisto e nos ajudem porque não posso fazer mais nada. Não somos uma unidade de saúde, somos um lar", apela.

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