Palmela

Homem aproveita falta de assistentes operacionais para deambular dentro de escola

Homem aproveita falta de assistentes operacionais para deambular dentro de escola

Um homem aproveitou a falta de assistentes profissionais na Escola Secundária do Pinhal Novo, em Palmela, para entrar no espaço e deambular pelo recinto. O caso ocorreu na manhã do dia nove de outubro, durante um dos intervalos das aulas.

No vídeo a que o JN teve acesso, o homem mostra dificuldades para manter o equilíbrio e chega junto dos alunos numa área comum da escola, na entrada para as salas, onde acena para os mais novos. Dirige-se depois para a zona do bar escolar, onde é confrontado com um assistente operacional que após algumas tentativas de diálogo, leva-o à saída do recinto escolar.

No vídeo, é visto claramente o funcionário a alertar que o homem não pode estar naquele local. Ao que o JN apurou, nenhum aluno foi abordado diretamente pelo indivíduo, nem o caso chegou ao conhecimento das autoridades policiais.

Na semana seguinte, a administração da escola decidiu passar a encerrar o recinto a partir das 16 horas, por falta de assistentes operacionais.

Esta segunda-feira, mais de uma semana após o sucedido, cerca de cem alunos manifestaram-se junto à entrada da escola para exigir melhores condições e mais assistentes operacionais para evitar situações como a entrada de estranhos no recinto.

Catarina Oliveira, estudante do 12º ano, organizou o protesto e ao JN referiu que houve já um reforço de dois assistentes operacionais durante a semana passada, o que levou a que a escola voltasse ao horário de funcionamento normal, mas não é suficiente. "Há vários anos que a escola lida com problema da falta de assistentes operacionais e são os alunos mais prejudicados por isso", disse Catarina Oliveira.

Alunos e pais criticam a falta de limpeza do espaço devido aos poucos assistentes operacionais em funções e até relatam a existência de ratos no recreio. Graça Santinho, mãe de um aluno desta escola juntou-se ao protesto. "Há alguns anos que este problema se arrasta", confessa. "Sabemos de casos de alunos que limpam as próprias salas e enquanto mãe não sinto que esta escola garanta a segurança aos alunos, principalmente no recreio, onde não há vigilância por falta de assistentes operacionais".

O protesto serviu ainda para alertar a direção para a falta de material escolar ao dispor dos alunos. "O curso de artes não tem material indispensável para as aulas e sempre que precisamos de alguma coisa, como projetores, não há", prossegue Catarina Oliveira, aluna do 12º ano. Até ao momento, não foi possível entrar em contacto com a direção da escola.