Palmela

Moradora fez denúncia à GNR sobre falta de limpeza dias antes do incêndio

Moradora fez denúncia à GNR sobre falta de limpeza dias antes do incêndio

Dias depois de fazer denúncia na GNR sobre a falta de limpeza do mato ao longo da estrada da baixa de Palmela, junto da sua casa, Aida Correia, 38 anos, viu as chamas chegar à sua porta. A denúncia foi feita na sexta-feira e o incêndio deflagrou na terça-feira, quando a GNR ia fiscalizar o local.

"O incêndio desceu a encosta do castelo e passou a estrada sem qualquer dificuldade porque não existe a limpeza de mato ao longo desta estrada", contou ao JN a moradora na Baixa de Palmela antes da Assembleia Municipal.

A moradora juntou-se a outros residentes na zona afetada pelo fogo para contar ao executivo municipal esta tarde de quarta-feira o que aconteceu nesse dia e questionar por medidas que venham a prevenir novo incêndio.

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Aida conta que a denúncia foi enviada à GNR depois de ter tentado junto da autarquia e freguesia perceber se os altos canaviais e mato denso na estrada da baixa de Palmela iam ser cortados, quase que antecipando o fogo.

Através de e-mails um dia antes do incêndio, a autarquia informou a moradora que os trabalhos de limpeza estavam programados e iam ser realizados o mais brevemente possível. Antes, a junta de freguesia informou Aida que ia pressionar a autarquia para proceder à limpeza destes terrenos ao longo da estrada.

"Em maio foi-me dito na Junta de Freguesia que o mato naquela zona ainda não podia ser cortado porque as plantas estavam a desabrochar e o corte só podia ser feito depois". A moradora explica que foi graças à intervenção dos moradores que o incêndio não alastrou a Setúbal, através da baixa de Palmela, que durante essa tarde foi a zona mais crítica.

O incêndio que deflagrou pouco depois das 12 horas de terça-feira, dia 12, em Palmela destruiu cerca de 430 hectares de mato e provocou 12 feridos. Até à manhã de quarta-feira, as chamas não só consumiram uma vasta zona de mato, como vários barracões e ameaçou várias zonas urbanas de Palmela e, principalmente, da zona de Aires, onde ardeu um 'stand' de automóveis.

Dois dos 12 feridos, um civil e um bombeiro sofreram queimaduras e foram assistidos no Hospital de São José, em Lisboa. Na hora mais crítica do combate estiveram empenhados 521 bombeiros, 141 viaturas e quatro meio aéreos.

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