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Moradores criticam falta de água para combate inicial a incêndio em Palmela

Moradores criticam falta de água para combate inicial a incêndio em Palmela

Vários moradores de Aires, em Palmela, queixaram-se da falta de água para o combate inicial ao incêndio de dia 12. André Amaro, proprietário de uma quinta na zona afetada disse durante a Assembleia Municipal desta quarta-feira que "nas primeiras duas horas havia só mangueiras de moradores a combater as chamas".

Nuno Ferraria, morador na Quinta da Glória, onde as chamas chegaram durante a tarde de terça depois de um golpe de vento que mudou radicalmente a trajetória das chamas, conta que as bocas de incêndio não tinham pressão. "Graças a Deus que ninguém morreu nem houve casas ardidas, mas queremos saber o que vai ser feito para evitar uma nova tragédia, talvez com mortes".

João Felício, outro morador desta zona criticou a falta de limpeza de terrenos junto às estradas. "Só são limpos quando os moradores insistem junto da autarquia". Os moradores consideram que o incêndio devia ter tido um ataque mais feroz no início, logo às 12 horas, para prevenir a frente que ameaçou casas em Aires horas depois.

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"Não houve reforço de meios aéreos quando era preciso e os pequenos focos de incêndio que existiam na baixa de Palmela perto das 16 horas ganharam uma grande intensidade quando o vento mudou", referiu André Amaro, acrescentando que "se esses focos fossem extintos por meios aéreos esta frente de incêndio não acontecia".

O autarca Álvaro Amaro aponta para o excelente trabalho dos bombeiros em combater o incêndio e confirmou a falta de meios aéreos no combate inicial ao incêndio. Sobre a falta de água nas bocas de incêndios, o presidente da Câmara Municipal de Palmela referiu que "estas são alvo de vistoria antes das épocas críticas de combate à incêndio e todas estavam em funcionamento". "Pode ter acontecido uma menor pressão em alguns locais devido ao combate a incêndio noutros pontos", afirmou.

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