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A inimaginável babilónia das pimentas de Francisco

A inimaginável babilónia das pimentas de Francisco

Francisco Silva começou a sua coleção de quase mil variedades mundiais de pimenta nas termas de São Pedro do Sul.

Francisco Silva, um antigo projetista, ocupa-se do cultivo de pimentas de todo o Mundo, de vários graus de ardência, de cores distintas e tamanhos diferenciados. São, precisamente, 923 variedades, devidamente identificadas, que repousam em vasos ou em estufa. "Não sei se haverá no Mundo semelhante ajuntamento de material com este teor inflamatório", afirma, elucidando: "A ardência de algumas delas vai além de tudo o que se possa imaginar".

"Tenho aqui pimentas dos vários pontos do planeta, exceto da Austrália. Tenho-as da Jamaica e da Guiné, da Síria e do México, do Equador e do Brasil, da China e do Vietname, sei lá eu...", Mas esclarece: "Não, nunca me passou pela cabeça comercializá-las, pois cultivo-as por prazer, para aprender mais sobre elas e para as trocar com outras pessoas, de vários pontos do globo, que nutrem esta mesma paixão".

Germinadora

Fala com entusiasmo das espécies que apurou e ajudou a vingar através de uma germinadora que ele próprio construiu. Rocoto, purple ufo, fatau brown, cambuci, também conhecida por chapéu-de-bispo ou sininho, corno-de-touro, jindungo, trinidad scorpion, caroline reaper, dente-de-coiote, peitos-de-moça......Como é possível distinguir umas das outras, se algumas são tão parecidas? "Pela flor, pelo porte e pela tipologia do fruto", esclarece Francisco, que cultiva também as chamadas pimentas ornamentais, cujas flores são de rara beleza, ainda que de diminutas dimensões.

"Tudo começou há mais de 15 anos. Estava com a minha mulher Teresa nas Termas de S. Pedro do Sul, quando atentei num canteiro, onde, em vez de flores, cresciam pimentas ornamentais. Pedi uma das plantas e tirei-lhe as sementes, que enterrei num vaso, em casa. Misturei outras sementes, e assim se multiplicaram. Depois, dediquei-me a aprender a manutenção da pureza das espécies", narra ainda Francisco Silva.

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