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Amianto preocupa população escolar

Amianto preocupa população escolar

Contaminados de amianto, os pavilhões da Escola Moinho de Maré, em Corroios, desactivada há 18 meses, continuam a assombrar a saúde da população, nomeadamente a das escolas 2,3 de Corroios e Nuno Álvares.

Várias monitorizações feitas no local confirmam a presença de fibras respiráveis que põem em causa a saúde pública, tendo em conta que "ainda não foi possível determinar o limite de exposição abaixo do qual o amianto não acarreta riscos de cancro", diz uma directiva comunitária.

Os trabalhos de remoção do material contaminado presente no local deverão arrancar ainda hoje. "Recebi hoje [ontem] uma comunicação do Provedor de Justiça, que está atento ao problema, que as obras vão iniciar-se amanhã [hoje]", avançou, ao JN, Carlos Morais, presidente da Associação de Pais da Escola Básica 2,3 de Corroios, lamentando que a Provedoria tenha sido a única entidade oficial a contactar os encarregados de educação.

"A remoção dos pavilhões da antiga escola Moinho de Maré já se iniciou esta semana", garantiu também, ao JN, Joaquim Barbosa, director regional adjunto da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT).

Contudo, Carlos Morais lembra que primeiro serão demolidos os pavilhões que ainda estão de pé. "Onde está o perigo é nos destroços. E nós não vamos deixar que ninguém os mexa sem sabermos o que é que ali está", avisa o porta-voz dos pais, lembrando que quer também conhecer o plano de trabalhos elaborado pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) "no sentido de não pôr em risco a saúde das crianças e de toda a população".

De acordo com a DREVLT, face às exigências de segurança, a ACT tem autorizado todas as diligências necessárias para avançar com os trabalhos de remoção dos escombros. Joaquim Barbosa acrescenta que foram elaboradas várias análises à contaminação do ar e dos materiais a remover para que sejam "implementadas as medidas de segurança determinadas pela legislação em vigor".

A DRELVT assegura ainda que caso seja necessário serão "adoptadas medidas que evitem riscos para a população da área envolvente". Num comunicado divulgado a 28 de Novembro de 2008, a ACT frisava que "a situação apresenta, de facto, riscos iminentes para a saúde da comunidade envolvente", estando a comunidade escolar sujeita "aos mesmos perigos que os trabalhadores".

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