Autárquicas 2021

"Cacetes terapêuticos": candidato do PSD no Seixal pede proteção policial após ação de campanha

"Cacetes terapêuticos": candidato do PSD no Seixal pede proteção policial após ação de campanha

O candidato do PSD à Câmara Municipal do Seixal, Bruno Vasconcelos, pediu proteção policial e apresentou queixa crime contra o deputado do PS na Assembleia da República José Magalhães e o vereador comunista de Odivelas, Rui Francisco.

Em causa os comentários destes na rede social Facebook a sugerir respostas físicas a uma ação de campanha do PSD, durante a madrugada de segunda-feira, em que foram alterados nomes de ruas no concelho do Seixal. O deputado socialista sugeriu "cacetes terapêuticos", enquanto o autarca comunista sugeriu uma reação física.

Em comunicado divulgado pela Lusa, Bruno Vasconcelos considerou ser "inadmissível que em democracia se recorra à ameaça física para disputar eleições" e exigiu que CDU e PS retirassem a confiança política a José Magalhães e Rui Francisco.

O PSD do Seixal publicou esta segunda-feira um vídeo na sua página de Facebook no qual mostra o descerramento da placa da Rua Movimento das Forças Armadas com um papel a assinalar um novo nome: Rua em Memória das Vítimas FP25 de Abril. Outras quatro ruas tiveram também o nome alterado nesta ação de campanha e o PSD Seixal alegou que esta mudança estava aprovada em Assembleia Municipal, mas que ainda não tinha sido executada. Nessa publicação, alega que a mudança foi motivada porque causa constrangimentos à população porque no concelho há outras ruas com o mesmo nome.

A placa da Rua 1º de Maio está tapada com um papel onde se lê Rua 25 de Novembro e a Rua General Humberto Delgado com o nome Rua Major-General Jaime Neves. Também a Rua Luís de Camões ficou com o nome Rua Manuel Maria Barbosa du Bocage e a Rua Júlio Diniz com o nome Rua Pedro Eanes Lobato.

Ao jornal I, André Ventura diz ter visto nas palavras defendidas por José Magalhães uma mais-valia para o seu partido e confiante na mutação do deputado para uma "versão 3.0" - a "versão Chega", convidando-o para uma "reunião" de recrutamento para o seu partido. O JN entrou em contacto com José Magalhães, mas até às 12 horas não obteve resposta.

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