O Plano Estratégico de Turismo do Concelho de Sesimbra está pronto a ser implementado. É o primeiro do género a ser criado na região de Lisboa e Vale do Tejo e teve o contributo de toda a comunidade que quer criar um destino turístico mundial e diferenciado.
A estratégia, elaborada pela empresa Augusto Mateus & Associados, passará essencialmente por um distanciamento da Área Metropolitana de Lisboa, onde o concelho está inserido. “A vila de Sesimbra tem de ter uma visão clara de que não quer fazer parte da Área Metropolitana de Lisboa. Se não for possível fazer este corte, este plano estratégico não pode ser levado à prática”, alertou o consultor e ex-ministro da Economia, Augusto Mateus, frisando que Sesimbra tem de se afirmar como um destino turístico de sucesso às portas de uma das maiores áreas metropolitanas da Europa.
“A vila, se quer ser o ex-libris que queremos que seja, não pode ser considerada um subúrbio da área metropolitana. Temos a felicidade de a natureza ter criado uma barreira em torno da vila e por isso não há risco de haver uma explosão urbanística”, afirmou também o presidente da autarquia, Augusto Pólvora, reforçando que “o turismo é a grande mola de desenvolvimento de Sesimbra”.
O plano, que custou cerca de 100 mil euros, foi desenvolvido nos últimos dois anos com o contributo da população, pescadores, operadores turísticos, restauração e outros sectores económicos ligados ao turismo.
“Este é um desafio também para a comunidade. Cada um dos habitantes tem uma responsabilidade acrescida para qualificar a oferta turística”, defende o presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, Joaquim Rosa do Céu.
“Este é um concelho que vale por si e que se deve afirmar de forma diferente pela sua autenticidade”, referiu ao JN, classificando de “notável” o facto de a autarquia ter em mãos um desafio desejado e procurado.
Segundo o plano que será concretizado a longo prazo através de parcerias entre poder central e local, institutos públicos e sector privado, o produto Sol e Mar deverá continuar a ser uma das ofertas turísticas mais relevantes do concelho, a par do turismo náutico.
Defendendo a apropriação do Parque Natural da Arrábida, a estratégia propõe também uma aposta forte no turismo da natureza e na gastronomia, apontando o golfe, os resorts e o sector da saúde e bem-estar como produtos turísticos complementares.
A criação de novos produtos diferenciadores, que se distingam dos destinos turísticos existentes na região, nomeadamente Almada, e a renovação dos actuais são outras das propostas do plano, que salienta a necessidade de haver uma estratégia de comunicação e divulgação de Sesimbra como destino turístico.
“Entrámos para o clube de quem tem um plano estratégico, mas temos de estar à altura e fazer de Sesimbra um grande destino turístico”, rematou Augusto Pólvora, na cerimónia de apresentação do plano.
