Sesimbra

Pacto de silêncio entre colegas de alunos que morreram afogados

Pacto de silêncio entre colegas de alunos que morreram afogados

Os seis jovens levados pela ondulação da praia do Meco, há um mês, alegadamente sabiam que naquela madrugada se encaminhavam para um ritual de praxe liderado pelo único sobrevivente da tragédia, João Gouveia, que passaria sempre por entrar na água; apurou, este sábado, o JN, à margem da missa campal, no local da tragédia.

Terá sido por esse motivo que as vítimas deixaram os telemóveis na moradia alugada. À exceção do jovem 'Dux' da Comissão de Praxes da Lusófona, que escapou às ondas, e que levou consigo o telemóvel e uma mochila.

"É normal este tipo de rituais. Sei lá: saltar ondinhas. Lá (na Lusófona), sabemos que o João contou que era isso que fizeram. Eles sabiam que iam entrar na água. Culparem-no é um disparate", disse, ao JN, sob anonimato, uma das dezenas de estudantes que homenagearam as vítimas e se refugiaram no café de praia, devido à chuva. "Por isso deixaram os telemóveis em casa", disse a jovem, interrompida por dois colegas trajados, quando se aperceberam que a jovem estava a quebrar o pacto de silêncio que impera entre os estudantes e do qual os familiares das vítimas se queixam.

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