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Comerciantes limpam lama e contabilizam estragos em Setúbal

Comerciantes limpam lama e contabilizam estragos em Setúbal

Milhares de euros em materiais estragados e um dia sem abrir portas. São os resultados visíveis, esta sexta-feira, numa zona central da cidade de Setúbal, onde a forte chuvada do início da madrugada deixou um rasto de destruição.

"Ainda não dá para fazer contas, mas, de certeza que são muitos milhares de euros", desabafa Susi Salvador, proprietária do Salão Beleza Zen, na Rua Jorge de Sousa, junto ao Bonfim, no centro de Setúbal.

O salão de cabeleireiro foi invadido por um verdadeiro rio de lama, por volta da meia noite, tal como outros estabelecimentos e garagens daquela zona da cidade, quando a chuva intensa fez rebentar o muro que protege a ribeira do Rio da Figueira, na zona do Montalvão.

"Foi tudo muito rápido. Em 15 minutos, a água subiu de dois para 30 centímetros de altura", relatava esta manhã Susi Salvador, de balde e esfregona na mão, a tentar limpar o possível e a salvaguardar os materiais que ficaram submersos.

No Mais Café, na mesma rua, o sentimento era o mesmo. Entregues às limpezas, as funcionárias dão conta ao JN de um dia perdido sem abrir portas e dos prejuízos elevados. Desde a montra dos frios, às caixas para os bolos de Natal, e ao próprio equipamento informático, tudo a água e a lama estragaram.

Ainda na mesma rua, a garagem de um prédio de habitação ficou totalmente inundada, causando estragos avultados nas viaturas ali estacionadas.

As inundações foram causadas pelo transbordo das águas da ribeira do Rio da Figueira. André Martins, vice-presidente da Câmara de Setúbal, visitou o local para avaliar os estragos. Ao JN explicou que, apesar dos serviços terem efetuado "uma limpeza profunda" daquele curso de água, "a chuva intensa arrastou materiais do alto da serra de São Luís, que ao chegarem à zona baixa impediram a normal circulação da água".

A Câmara de Setúbal manteve toda a noite, e durante a manhã, uma equipa com mais de 50 técnicos e 20 elementos dos Bombeiros Sapadores, na limpeza das vias mais afetadas. Ainda assim, os estragos eram ainda bem visíveis.

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