Ambiente

Faixa contra as dragagens no Sado colocada na sede do Porto de Setúbal

Faixa contra as dragagens no Sado colocada na sede do Porto de Setúbal

Uma faixa a reclamar o fim das dragagens no Sado foi colocada na madrugada deste domingo na sede da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), em Setúbal.

Um número indeterminado de suspeitos saltou o gradeamento e conseguiu, de forma ainda por apurar, alcançar o telhado do edifício com dois andares. Aqui foi colocada a faixa de cerca de quatro metros de comprimento onde se lê: "ou param as dragas aqui, ou paramo-las no Sado".

A Polícia Marítima de Setúbal está a investigar o caso, mas até ao momento, não tem identificados quaisquer suspeitos. Alcobia Portugal, comandante da Polícia Marítima de Setúbal, refere que não foram registados pela autoridade movimentos suspeitos durante a noite junto ao edifício da APSS. "Ninguém reclamou a autoria da colocação da faixa e já informámos o Porto de Setúbal para a retirar da fachada", avança Alcobia Portugal.

As dragagens começaram no dia 12 de dezembro e é previsto que numa primeira fase sejam retirados três milhões de metros cúbicos de areia no Sado com vista à melhoria das acessibilidades ao Porto de Setúbal. As areias estão numa primeira fase a ser colocadas junto ao terminal Roll on Roll off da Autoeuropa, no cais do Porto de Setúbal, que será ampliado.

Decorrem ainda negociações entre a administração portuária e a comunidade piscatória sobre o local da deposição dos dragados na zona da Restinga, sensível para a atividade piscatória. A Restinga, perto de Tróia, é tida pelos pescadores como a maternidade de espécies como o choco, linguado, raia, polvo, pregado, salmonete, sardinha e cavala, tornando-se assim o sustento da pesca.

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