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Setúbal

Lojistas recusam-se a deixar centro comercial encerrado dia 31

Lojistas recusam-se a deixar centro comercial encerrado dia 31

O Centro Comercial Bonfim, em Setúbal, fechou portas no último dia do ano, mas esta segunda-feira os comerciantes entraram no espaço para retomar a atividade e foram identificados pela PSP. Às autoridades recusaram-se a desocupar o espaço até decisão do Tribunal de Setúbal sobre a providência cautelar interposta por onze dos 21 lojistas contra o encerramento do centro comercial com 42 anos.

Os lojistas foram notificados no início do mês de dezembro para entregar as chaves e desocuparem as lojas no dia 31. Na missiva, a empresa Célebres Assuntos, gestora do espaço, alega que os proprietários do centro cessaram o contrato de arrendamento. Assim, não poderia renovar os contratos de subarrendamento com os lojistas.

Os lojistas interpuseram no Tribunal uma providência cautelar contra o encerramento, que dizem ser ilegal, e não entregaram as chaves. Alegam que a empresa arrendatária pertence aos proprietários do espaço e que os seus contratos têm um prazo de cinco anos desde 2019, no âmbito da lei do arrendamento urbano.

António Gorrão, voz da indignação e marido de uma comerciante, explica que os comerciantes vão continuar a trabalhar até à decisão do Tribunal de Setúbal. "Entrámos no centro com as nossas chaves, o alarme tocou, resolvemos a situação com a Prosegur que esteve no espaço e durante a manhã a advogada da Célebres Assuntos apareceu com a PSP a ordenar que saíssemos do espaço, mas explicámos que temos uma providência cautelar no tribunal por decidir e só aí saímos ou não", revelou ao JN.

António Gorrão refere que, esta terça-feira, os comerciantes vão voltar a fazer o mesmo. "Queremos trabalhar. Estamos todos muito tristes, desanimados e enervados, a minha mulher tem duas empregadas que já se fartaram de chorar esta manhã. Não nos podem mandar embora com um aviso de um mês, temos empregados que não podemos despedir dum pé para o outro, temos obrigações fiscais e agora só esperamos que o tribunal decida o mais rapidamente possível", prossegue.

O JN entrou em contacto com a empresa Célebres Assuntos e com a advogada que a representa, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.

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