Viana do Castelo

Dominado fogo que destruiu fábrica de madeiras em Arcos de Valdevez

Dominado fogo que destruiu fábrica de madeiras em Arcos de Valdevez

O incêndio que na quarta-feira atingiu uma fábrica de transformação de madeiras na zona industrial de Padreiro, em Arcos de Valdevez, entrou em rescaldo esta quinta-feira de madrugada, às 4.16 horas.

O fogo que destruiu totalmente a unidade industrial familiar foi dominado pela 1 hora, cerca de quatro horas depois de um bombeiro daquela localidade ter dado o alerta (20.50 horas) para a ocorrência. Esta quinta-feira de manhã encontram-se no local 25 bombeiros com nove veículos dos Bombeiros de Arcos de Valdevez e Beato (equipa de reforço que se encontra a dar apoio no distrito de Viana durante o período crítico de incêndios)

O comandante dos Bombeiros de Arcos de Valdevez, Filipe Guimarães, referiu que "a fábrica tinha muita madeira empilhada, pilhas de cinco e seis metros de altura", da qual resultaram resíduos a ser removidos com recurso a duas máquinas acionadas pela Proteção Civil de Arcos de Valdevez. Filipe Guimarães contou que o alerta para o incêndio naquela fábrica "de grandes dimensões, instalada há alguns anos" na zona industrial de Padreiro, foi dado por um bombeiro daquela corporação que "ia a passar no IC28 e avistou fumo a sair da unidade fabril". "Fomos rápidos a sair do quartel mas quando chegamos estava a fábrica toda tomada", afirmou.

A operação de combate às chamas, que acabaram por ficar confinadas à fabrica, não atingindo as adjacentes na zona industrial de Padreiro, chegou a mobilizar durante a noite 130 operacionais de 14 corporações de bombeiros do Norte e GNR. Uma bombeira sofreu ferimentos ligeiros (entorse) durante os trabalhos.

Estiveram no local meios das corporações de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Caminha, Melgaço, Viana do Castelo (sapadores e voluntários), Ponte de Lima, Riba d'Ave, Amares, Vila Nova de Famalicão, Famalicences, Taipas, Póvoa de Lanhoso e Beato. O contingente foi reforçado com um grupo de Braga com três plataformas, quatro veículos tanque de grande capacidade e uma mota bomba de grande capacidade rebocada. Deram apoio às operações sete patrulhas da GNR com 15 elementos.

Marco Domingues, comandante operacional distrital (CODIS) de Viana do Castelo, considerou que "a primeira intervenção foi determinante para a não propagação do fogo às fábricas adjacentes". "Tratando-se de um material altamente combustível, a rápida propagação das chamas, quando os meios cá chegaram o edifício estava todo tomado com grande intensidade de fogo", disse de madrugada, prevendo que as operações de consolidação se prolonguem por todo o dia.

A GNR informou que irá investigar as causas do incêndio.