Esclarecimento

Médica que disse a funcionários infetados para trabalharem omitiu quarentena

Médica que disse a funcionários infetados para trabalharem omitiu quarentena

A delegada de Saúde de Arcos de Valdevez reconheceu que o e-mail enviado, na quinta-feira, à direção do lar de Grade, não especificava que os trabalhadores infetados com Covid-19 só deveriam regressar ao serviço "após 14 dias de quarentena".

"Pensando que tinha uma população mais informada", a médica Zulmira Afonso justificou, em comunicado, que não mencionou o período de isolamento para casos positivos, porque "é do conhecimento geral".

O esclarecimento surge depois de o JN ter noticiado este sábado que a delegada de Saúde indicou, através de um e-mail dirigido à instituição de Grade, que todos os funcionários do lar que não tivessem sintomas deviam ir trabalhar, mesmo aqueles a quem o teste à Covid-19 tinha dado positivo. Na mensagem, não havia nenhuma referência ao cumprimento do período de isolamento.

A falha de comunicação deixou os funcionários do lar de Grade em sobressalto. A instituição tem, por enquanto, confirmação de quatro utentes e quatro trabalhadoras infetadas. Houve já registo de uma morte de uma idosa, devido ao novo coronavírus.

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