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Agiganta-se a onda solidária para ajudar Martin

Agiganta-se a onda solidária para ajudar Martin

Agiganta-se de dia para dia a onda solidária para ajudar Martin Guterres, de 13 anos, que ficou totalmente dependente após um acidente numa passagem de nível com guarda em Caminha.

"Latinhas solidárias" para recolha de fundos estão a ser distribuídas pelo grupo de amigos da família do menino, "Martin o guerreiro". Multiplicam-se donativos e eventos de solidariedade. Um crowdfunding já vai em cerca de oito mil euros.

A história que o JN publicou em 23 de setembro (Boleia fatal levou os sonhos de Martin) tem ganho visibilidade mediática e, segundo informação veiculada pelo grupo solidário "Martin o guerreiro" na sua página de Facebook, "são inúmeras as pessoas e empresas com vontade de ajudar".

"Ninguém fica indiferente ao nosso Martin. Para as próximas semanas são já alguns os eventos agendados, a vontade de ajudar é tão grande, que estes não param de crescer", lê-se.

A distribuição de latas solidárias com a imagem do menino também foi anunciada naquela página. "Face ao elevado número de pedidos relacionados com as latinhas solidárias, um grupo e amigos do Martin criou em pequena escala algumas dezenas de latinhas para colocar em alguns estabelecimentos comerciais que as têm solicitado", informa o grupo.

Um jogo do Âncora Praia, clube onde Martin era guarda-redes e onde este foi homenageado com a apresentação uma tarja onde se lia "Força Martin", rendeu 2200 euros. Outros jogos, trails e espectáculos solidários estão ser agendados até dezembro, o mês em que se cumpre um ano do trágico acidente.

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Foi no dia 16 de dezembro de 2020 que a vida de Martin, na altura com 12 anos, mudou para sempre. Assim como a dos pais Amaya Guterres, de 43, e Paulo Fonseca, de 44, e dos três irmãos Paulo, 14, Ricardo, 17 e Diogo, 19. A boleia no carro da mãe de um amigo da escola foi fatal numa passagem de nível com guarda em Caminha. A viatura foi violentamente colhida por um comboio. A condutora e o filho saíram ilesos, mas Martin sofreu várias fraturas e lesões graves a nível cerebral e na cervical. Ficou totalmente dependente (está traqueostomizado, alimentado por botão gástrico, e tem uma tetraparesia). Não anda, não fala e está ventilado 24 horas por dia.

Os pais lutam nesta altura com a seguradora para que esta "assuma responsabilidades" e possam arcar com "as elevadas despesas" que as terapias de recuperação do filho e a sua nova condição representam.

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