Polémica

Águas do Alto Minho pede desculpa e suspende cortes no abastecimento

Águas do Alto Minho pede desculpa e suspende cortes no abastecimento

A Águas do Alto Minho (AdAM) anunciou esta terça-feira um pacote de medidas de isenção para os consumidores até "normalização da atividade da empresa".

Em reação à onda de contestação de que está a ser alvo, face ao aumento dos tarifários e erros de faturação, a AdAM declarou que suspendeu os cortes no abastecimento até junho e que não cobrará juros a quem entender pagar as contas em prestações.

Em comunicado, a empresa refere que "está a proceder à regularização de todas as faturas que foram involuntariamente emitidas com incorreções". E também "a reforçar os serviços de atendimento telefónico e eletrónico de forma a melhorar a capacidade de resposta aos clientes, a qual ficou afetada pelo encerramento dos oito postos de atendimento presencial no contexto da pandemia Covid-19."

Ainda segundo a AdAM, a emissão das faturas relativas ao mês de março "só ocorrerá quando estiver garantida a resolução dos problemas que estiveram na base dos erros identificados".

Recorde-se que a Deco está a ser inundada de reclamações de clientes da nova empresa concessionária dos serviços de águas e saneamento de sete municípios do Alto Minho. Em causa estão erros de faturação e cobrança de valores "exorbitantes" e de taxa de saneamento em zonas sem esse serviço.

Nos últimos dias, foi tornado público que um consumidor de Vila Praia de Âncora recebeu uma fatura de água e saneamento no valor de mais de 50 mil euros.

A empresa comunicou esta terça-feira o seu plano de ação para responder à situação. "O Conselho de Administração pede, assim, desculpa a todos os clientes. As anomalias verificadas na faturação serão regularizadas através da emissão de notas de crédito, caso tenha sido cobrado algum valor indevido, sem qualquer prejuízo para os clientes", declarou a AdAM.

A Águas do Alto Minho iniciou a operação do sistema de abastecimento de água e saneamento que serve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira a 1 de janeiro de 2020.

Outras Notícias