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Destroços na zona de buscas de pesqueiro desaparecido não foram identificados

Destroços na zona de buscas de pesqueiro desaparecido não foram identificados

Foram detectados, ao início da noite desta sexta-feira, destroços de uma embarcação na área de buscas ao largo dos Açores para encontrar o pesqueiro "Ana da Quinta" de Vila Praia de Âncora A informação foi prestada pelo porta-voz da Marinha Portuguesa, Santos Fernandes, dando conta de que foram encontrados destroços "nas proximidades da última posição do navio" cuja tripulação incluía seis portugueses.

A descoberta dos destroços alarmaram as famílias dos desaparecidos em Vila Praia de Âncora, mas os destroços que foram recolhidos não foram identificados, diz a Marinha.

O pesqueiro "Ana da Quinta", de um armador de Vila Praia de Âncora, com nove pescadores a bordo, não contacta com os restantes três navios com que operava, ao largo dos Açores, desde quinta-feira de manhã. Marinha diz que "não é normal" esta ausência de comunicações. Seis (e não cinco, como tinha sido anteriormente afirmado) dos pescadores desaparecidos são de Vila Praia de Âncora. Os restantes três tripulantes do "Ana da Quinta" são indonésios e o navio estava há uma semana no mar, em actividades de pesca ao pesca espadarte.

O alerta para as autoridades partiu dos três navios, do mesmo armador, que têm todos os sistemas de comunicação em funcionamento. Um deles, que estava mais perto do local onde houve o último contacto com o pesqueiro desaparecido, também está a participar nas operações de busca.

Nas operações de busca está também envolvida uma aeronave da Força Aérea e está a deslocar-se para o local a corveta "Jacinto Cândido", de acordo com as informações dadas ao JN pelo porta-voz da Marinha, comandante Santos Fernandes, que adiantou que as operações estão centralizadas no centro de buscas de Ponta delgada.

"A informação que temos é que o último contacto foi feito cerca das 9 horas para um dos barcos. Estavam 150 milhas [280 quilómetros] a Noroeste da ilha das Flores, nos Açores", explicou fonte da Marinha.

A mesma fonte esclareceu que foram tentados contactos "terrestres e via satélite" com o pesqueiro, mas "sem sucesso", o que "não é normal".

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A mesma fonte referiu que "tudo é possível, a embarcação pode ter tido um problema de energia e ter ficado sem comunicações", frisando que não querem especular sobre o que aconteceu.

Garante ainda que o mar na zona onde se encontrava a embarcação "tem estado estável para um barco daquele tipo, um mar de Norte de três metros, que é um limite aceitável".

O presidente da da Associação Pró-Mar, José Festas, não quis adiantar o que pode ter acontecido, "até porque não é uma zona de mar complicada, já lá estive com embarcações mais pequenas e não estava mar para fazer mal a uma embarcação como a 'Ana da Quinta' que já apanhou grandes temporais".

Conheça como é feita a pesca do espadarte:

*Com Agência Lusa

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