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Faturas da água com anomalias do Alto Minho corrigidas até final de maio

Faturas da água com anomalias do Alto Minho corrigidas até final de maio

A empresa Águas do Alto Minho (AdAM) garantiu, esta quarta-feira, que a faturação emitida com anomalias, afetando 15 mil consumidores, vai ser corrigida até ao final de maio.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da empresa, pertencente ao Grupo Águas de Portugal, Carlos Martins, os clientes lesados serão ressarcidos através de notas de crédito, no caso de já terem pago valores não correspondentes ao seu consumo, ou receberão nova fatura em consonância com os gastos de água e saneamento. Todos receberão uma carta explicativa em casa.

"A nossa expectativa de regularização total das notas de débito será no final do mês de maio. Vamos tentar resolver algumas já na faturação de março, mas como é um processo que envolve 15 mil pessoas afetadas vamos enviar uma carta a cada uma delas, explicando o que é que no seu caso concreto aconteceu e qual o valor de que será ressarcida", explicou Carlos Martins em conferência de imprensa, em Viana do Castelo, na qual marcaram presença os autarcas de Viana do Castelo e Caminha.

A AdAM entrou em atividade em janeiro para 107 mil consumidores de sete municípios do Alto Minho (Viana do Castelo, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Caminha e Valença). Nos primeiros dois meses, emitiu faturação com erros de diverso teor, desde cobrança de saneamento em zonas sem o referido serviço a estimativas de consumo elevadas. O caso mais gritante foi o de uma fatura de mais de 50 mil euros emitida para um agregado familiar de Vila Praia de Âncora, e que Carlos Martins comentou: "Penalizamo-nos enquanto empresa com uma situação destas. De facto nunca deveria sair para a rua uma fatura desta natureza. Devia ter havido um alerta no sistema de anomalia. Ninguém consome 9997 m3 de água ainda que tivesses as torneiras todas abertas".

Os concelhos mais afetados pela faturação anómala foram, de acordo com aquele responsável, "os municípios de Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira".

A contestação da população à AdAM tem subido de tom, com uma petição na Internet, hoje com cerca de 8100 assinaturas, a reclamar o fim da concessão. E, em Caminha, a loja da empresa foi vandalizada com pichagem das montras com insultos a vermelho.

A situação gerou descontentamento entre os municípios acionistas. Carlos Martins garantiu que, "independentemente de estarem incomodados com a situação, os municípios estão convictos de que o importante é corrigir o que teve erros, mas em algum momento equacionam sair" da concessão.

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