Ministério do Ambiente

Ministério do Ambiente interdita metade da praia de Moledo

Ministério do Ambiente interdita metade da praia de Moledo

O Ministério do Ambiente publicou uma portaria tornando metade da praia de Moledo, Caminha, com "uso suspenso", mas preventivamente as autoridades marítimas já aplicavam essa determinação desde o início da época balnear.

"Quem estiver naquela zona, a norte do paredão, não está a cometer qualquer ilegalidade, mas arrisca-se a ficar isolado. Com a subida da maré, as águas chegam mesmo ao cordão dunar, que por sua vez está a quase seis metros de altura", explicou à Lusa o comandante da Capitania de Caminha.

Segundo Mamede Alves, esta determinação, que já levou no início da época balnear à "não atribuição" de duas das quatro concessões de apoios de praia em Moledo e à colocação de avisos no areal, deve-se à "forte erosão costeira" que se fez sentir na zona norte no último inverno.

"Simplesmente não há areia suficiente. Além disso, é uma zona em que não há nadador-salvador e o mar destruiu os passadiços de acesso, pelo que a única forma de lá chegar é pelo areal. Para sair, pode não ser fácil para todas as pessoas", acrescentou.

Segundo a capitania, a utilização da praia de Moledo a norte do espaço central "é desaconselhada" por estes motivos, os mesmos que constam da portaria agora publicada pelo ministério do Ambiente, oficializando o "uso suspenso" daquela área.

Decisão que o ministério liderado por Assunção Cristas justifica com "o fenómeno de erosão costeira recentemente produzido", que levou ao "desaparecimento de parte significativa do cordão dunar e destruiu parcialmente os passadiços de acesso ao areal".

Isto além de que "a actual configuração da praia, e em particular o facto de a água do mar ocupar todo o areal disponível até à duna primária em situações de preia-mar não permite a instalação em segurança de apoios de praia, nem de posto de praia para assistência a banhistas", lê-se.

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A portaria, com data de 12 de Agosto, alerta mesmo que "se encontra em risco a segurança de pessoas e bens" e que "a utilização balnear desta área comporta riscos acrescidos", agravados por não ser possível o acesso de pessoal e meios de salvamento ao local.

Fonte da Câmara de Caminha contactada pela Agência Lusa minimizou esta situação, garantindo que a época balnear está decorrer "normalmente" no restante areal que não está abrangido por estas proibições e onde estão colocados dois apoios de praia e respectivos meios de segurança.

Acrescentou que desde Fevereiro, altura em que a forte subida das águas do mar em Moledo destruiu parte do cordão dunar e ameaçou habitações, que o problema da reposição do areal "está a ser estudado" pela sociedade Polis do Litoral da Norte.

"Esta portaria vem apenas tornar legal o que está a ser feito desde o inicio da época balnear", disse ainda a fonte.

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