Movimento de contestação

Projeto de exploração de lítio na Serra d'Arga "vai morrer por si próprio"

Projeto de exploração de lítio na Serra d'Arga "vai morrer por si próprio"

O porta-voz do Movimento SOS Serra d'Arga, Carlos Seixas, disse este sábado que "a pressão política" criada pelos movimentos contra a prospeção de lítio naquela zona vai fazer com que o processo não avance.

Numa sessão de esclarecimento em que participaram apenas uma dezena de pessoas, o movimento manifestou intenção de se manter firme naquele combate e anunciou novas ações de luta para este mês.

"Estou cada vez mais otimista. Todo este projeto está a ser empurrado com a barriga pelo Governo. É atraso sobre atraso e eu acredito que vai morrer por si. Vai implodir", declarou Carlos Seixas, afirmando que "isto vai acontecer não só na Serra d'Arga mas possívelmente noutros sítios".

O mesmo responsável considerou, de resto, que "o programa de mineração que está a ser preparado pelo Ministério do Ambiente é um engodo e não serve a população do Alto Minho".

Na sessão pública "Não às minas na Serra d'Arga", realizada em Moledo, membros daquele movimento esgrimiram argumentos contra o lítio. Teresa Fontão, geóloga, alertou para o facto dos eventuais principais interessados na exploração serem "companhias mineiras australianas e chinesas que não têm reputação de ter grande respeito pelas zonas onde já estão a explorar".

E Fernando Cerqueira Barros, arquiteto, focou, como exemplo do que viria a suceder na Serra d'Arga, as minas em Covas, Vila Nova de Cerveira, que "estão fechadas há quase 40 anos e continuam a dar problemas diários".

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