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Vice-presidente de Caminha renuncia ao mandato por ser excluído da recandidatura

Vice-presidente de Caminha renuncia ao mandato por ser excluído da recandidatura

O vice-presidente da Câmara de Caminha, Guilherme Lagido, comunicou, esta quarta-feira, formalmente a sua renúncia ao mandato.

Em declarações ao "Jornal de Notícias", o vereador que detinha pelouros como Obras Particulares, Planeamento e Gestão Urbanística, admitiu "falta de condições políticas para continuar", após ter sido excluído da lista da recandidatura à autarquia.

Lagido integrou o executivo, liderado por Miguel Alves do PS, nos últimos oito anos, como independente.

"Até ontem, a 15 dias da apresentação das listas no Tribunal, não tinha indicação nenhuma se continuava ou não. Ontem, o Presidente informa-me que não continuaria porque queria remodelar a equipa, percebi que a pensar não nestas eleições mas nas próximas, e queria que eu fosse candidato à Assembleia Municipal", declarou, referindo que recusou o convite por ser "amigo do atual Presidente da Assembleia" e por considerar que não possui "perfil nenhum para a atividade parlamentar".

"Pus-me a pensar e perguntei-me o que é que fico cá a fazer? Não tenho condições políticas para estar aqui mais dois meses. Estas coisas não podem ser anunciadas e concretizadas a prazo", comentou, referindo que aceitaria recandidatar-se "se a configuração do executivo fosse a mesma".

"A partir do momento em que sou dispensado, há uma série de coisas que gostava de fazer, mas essas serão alvo de uma intervenção posterior. Depois falarei sobre isso", disse, comentando que a sua saída não significa o fim do seu percurso político. "Pretendo continuar a fazer política", afirmou.

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Até integrar o executivo socialista da Câmara de Caminha em outubro de 2013, Guilherme Lagido ocupou diversos cargos públicos, nomeadamente, na administração e direção do IFADAP. Foi diretor do Departamento de Gestão das áreas Classificadas do Norte do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

No executivo de Caminha detinha atualmente os pelouros do Planeamento e Gestão Urbanística, Obras Particulares, Ambiente e Gestão dos Serviços Urbanos, Proteção Civil, Agricultura e Pescas, Trânsito, Ocupação da Via Pública e Publicidade, Fiscalização, Recursos Humanos e Informática. "Não escondo que foram tempos muito interessantes os que ali [na Câmara de Caminha] vivi", comentou esta quarta-feira.

Em comunicado divulgado esta tarde, o Presidente da Câmara Municipal de Caminha informou que recebeu "hoje, ao final da manhã, uma carta de renúncia ao mandato" de Guilherme Lagido, com efeitos a partir de 1 de agosto. E "agradece publicamente todo o trabalho realizado" pelo Vereador cessante, salientando "o contributo extraordinário que o mesmo deu na afirmação estratégica de Caminha nos últimos 8 anos, evidenciada, sobretudo, no processo de revisão do PDM(...)".

"O legado de Guilherme Lagido é inequívoco e será sempre parte da marca indelével da governação do PS no Município de Caminha", conclui o autarca Miguel Alves, referindo que após a sua saída, assumirá ele próprio "os pelouros que lhe estavam delegados".

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