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Votação em lares: "Toda a vida votei, porque é que não havia de votar agora?"

Votação em lares: "Toda a vida votei, porque é que não havia de votar agora?"

Diana Branco de 81 anos beija o boletim de voto antes de o depositar na urna preta que funcionários do município de Caminha, levaram esta terça-feira de manhã ao lar Casa de Repouso da Confraria Bom Jesus dos Mareantes.

A eleitora foi um dos quatro utentes daquela instituição que pediram para votar antecipadamente. No total manifestaram a mesma vontade 49 utentes de quatro instituições do concelho. E, como já aconteceu nas anteriores eleições autárquicas e presidenciais, a Unidade Móvel de Atendimento, pertencente à Câmara, recolhe votos de quem quer exercer o seu direito naquelas circunstâncias.

"Toda a vida votei, porque é que não havia de votar agora?", resume Diana, a eleitora que beija, depois de colocar a cruz e dobrar o boletim.

"Manifestei esta vontade porque acho que é importante votar e temos esse direito. Enquanto puder vou votar sempre", disse Manuel Dias de 74 anos, utente "do lar dos Mareantes", como é conhecida a instituição que o acolhe na vila de Caminha. Natural de Arcos de Valdevez, o septuagenário foi autarca na freguesia de Algés nos anos 90 do século passado e interessa-se por política. "Tenho assistido aos debates, lido jornais e tenho a minha ideia política há muitos anos. Acho que [nesta campanha] não têm sido debatidas corretamente as propostas. Estão mais interessados nos gatos e noutras coisinhas mais", disse o antigo político, enaltecendo a recolha de votos nas instituições.

"Notamos que aqueles que ainda podem e querem, fazem questão de se inscrever", nota Angelina Cunha, responsável pelas duas equipas de funcionários do município nomeadas para ir ao terreno.

Além de Diana e Manuel, votaram também na Casa de Repouso, Maria Isabel Cunha de 78 anos e Ismael Azevedo de 62.

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