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Ponte da Barca

"Só falta assinatura do presidente" para reconstruir igreja de Lavradas, afirma o Bispo de Viana

"Só falta assinatura do presidente" para reconstruir igreja de Lavradas, afirma o Bispo de Viana

O Bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador afirmou hoje que a reconstrução da igreja de Lavradas, em Ponte da Barca, destruída por um incêndio há quase cinco anos, está pendente da câmara municipal.

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência de imprensa de apresentação do "Ciclo do Órgão", que vai decorrer em outubro em igrejas daquela diocese, D. João Lavrador apelou ao autarca que desbloqueie a obra, cujo início se tem arrastado no tempo por estar envolvida em polémica com a população. "Penso que [o início da reconstrução da igreja] só está dependente do Senhor presidente da câmara de Ponte da Barca, faça assinatura dos despachos, pelo que fui informado. Portanto, espero que ele em breve faça isso. Faço o apelo para que o faça", declarou, acrescentando: "De resto, está tudo em ordem para começar e é urgente, muito urgente, que se comece".

Em maio, D. João Lavrador já tinha garantido que a situação ficaria desbloqueada ainda este ano. Informou que a reconstrução será executada, de acordo com um projeto que prevê a demolição da antiga residência paroquial situada ao lado, para construção de um templo novo. E que as ruínas da velha serão aproveitadas e restauradas, para funcionar como entrada. Adiantou ainda que a obra "respeita" o parecer da população da freguesia e que ele próprio solicitou à paróquia que se acrescente à obra, "uma nova casa paroquial" até agora não prevista.

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O incêndio que destruiu a igreja de Lavradas ocorreu na madrugada de 18 de dezembro de 2017, provocado por um curto-circuito.

Nos meses seguintes gerou-se uma onda solidária, entre a população local e de outras paróquias, assim como de comunidades de emigrantes, que reuniu "mais de 400 mil euros" em donativos.

Contudo, a reconstrução nunca avançou porque, entretanto, a paróquia dividiu-se quando surgiu um projeto que previa a demolição da casa paroquial ao lado e edificação de um templo novo, em vez da simples reconstrução do antigo.

Após o incêndio, Rafael Freitas, arquiteto natural da freguesia, ofereceu-se para ajudar a custo zero, e desenhou três propostas: a reconstrução simples da igreja (375 mil euros), a obra com uma ampliação (525 mil) e a construção de um templo novo, demolindo a casa paroquial e convertendo as ruínas da velha em espaço de acolhimento (600 mil euros). A Diocese de Viana do Castelo optou por este último.

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