Ponte de Lima

Há cavalos que custam mais do que 100 Ferraris

Há cavalos que custam mais do que 100 Ferraris

Se há alguns que têm Ferraris, há também uns poucos que possuem cavalos que valem duas, três... dez vezes mais que o bólide. Pela Feira do Cavalo de Ponte de Lima vão passar, nos próximos quatro dias, animais que valem autênticas fortunas.

Na sua quarta edição, a Feira do Cavalo que abre hoje e tem espaço próprio, a Expolima, receberá este ano meio milhar de cavalos, 400 dos quais de competição e entre estes alguns de valor incalculável. Filipe Pimenta, presidente da Comissão Executiva da Feira do Cavalo, garante que pelo recinto do evento "passam cavalos que custam o mesmo que um Ferrari".

"Um Lusitano para passear, bonito, mansinho e sem grande capacidade desportiva, pode custar cinco mil euros. Mas um cavalo com grande capacidade pode valer 20, 30, 40 mil euros. Depois, com a evolução do trabalho, pode valer mais que um Ferrari, muito mais", esclarece Filipe Pimenta, acrescentando:"Então, se formos pelos cavalos de obstáculos e os de saltos, esses valem mais. Se forem de corrida, valem algumas centenas de Ferraris". Ora, sabendo que um Ferrari "mais modesto" pode custar cerca de 300 mil euros, resta fazer as contas para chegar à conclusão que algumas estrelas deste fim-de-semana valem uma autêntica fortuna.

O Garrano será mais uma das estrelas da edição deste ano do certame que irá reunir na Expolima um total de 60 criadores de todo o país e da vizinha Espanha, além de associações belga e inglesa de cavalo Lusitano, e criadores franceses e um mexicano da mesma raça. Segundo Filipe Pimenta, a Feira do Cavalo terá este ano como novidades "a classificação dos cavalos jovens Lusitanos para o Campeonato do Mundo, o torneiro das quatro nações de Horseball, o lançamento do livro 'Os Garranos na Península Ibérica' e a criação dos embaixadores do Garrano a Património Nacional".

Embaixadores

A ideia dos embaixadores é que "pessoas com influência que sintam algo pelo Garrano, pela terra e pelas tradições", tais como o ex-autarca Daniel Campelo, o presidente da Fundação Alter Real e o presidente da câmara da Golegã e para o qual também foram propostos os ministérios da Cultura e da Agricultura, "promovam a classificação dos Garranos". O projecto, cuja candidatura está a ser conduzida pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, será divulgado durante o II Festival do Garrano, no domingo, às 16 horas, também na Expolima.

"Os maiores empresários de cavalos aparecem todos nesta feira que é pequenina, mas que está no bom caminho. Ainda está a começar mas começou muito bem e, como se costuma dizer, tem pernas para andar", afirma.

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Fernanda Duarte, proprietária da "Correaria Dantas", produtora e comerciante de material para cavalos em Ponte de Lima, está habituada a "percorrer o país". "Daqui a 20 anos vai-se ouvir falar muito desta feira ... olhe que sei o que estou a dizer", preconiza.

Vasco Oliveira Santos proprietário de uma coudelaria com o seu nome, oriunda de Montemor-o-Novo participa na Feira do Cavalo de Ponte de Lima, desde a sua primeira edição, e espera este ano ter "mais uma surpresa". "Todos os anos tem melhorado, a organização é impecável, somos muito bem recebidos e Ponte de Lima tornou-se um programa incontornável no panorama equestre nacional. Aqui, estragam-nos com mimos", afirma.

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