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Ponte de Lima

Tourada esgotou mas originou protesto nas Feiras Novas

Tourada esgotou mas originou protesto nas Feiras Novas

A tourada que se realizou este domingo durante as Feiras Novas de Ponte de Lima esgotou os lugares disponíveis na arena amovível instalada na Expolima e originou uma manifestação anti-tourada pacífica, mas bem ruidosa, com cerca de meia centena de pessoas junto ao recinto.

"Tourada é covardia, não é valentia", "crianças inocentes em espetáculos indecentes", "gente civilizada não vai à tourada" foram algumas das palavras de ordem dos manifestantes que recorreram a apitos e altifalantes para demonstrar a indignação com a realização da tourada.

"Estamos a sensibilizar as pessoas contra um ato bárbaro em pleno século XXI, tentar demonstrar que isto não traz vantagem nenhuma para esta vila de Ponte de Lima que é bastante bonita sem estes atos bárbaros", afirmou Pedro Silva, porta-voz da manifestação que contou com pessoas de todo o país. A manifestação decorreu sem incidentes e foi vigiada por vários agentes da PSP de Ponte de Lima. "Ponte de Lima tem muita cultura, não precisa deste tipo de atos", reiterou.

Enquanto os manifestantes entoavam os protestos, dentro da Expolima milhares vibravam com a corrida de touros que começou às 18 horas. De acordo com dados recolhidos junto da bilheteira da tourada, foram vendidos 2500 bilhetes. Os preços variavam entre 20 e 25 euros. A tourada voltou a ser incluída na programação das Feiras Novas de Ponte de Lima em 2014, depois de oito anos de interrupção. Este ano, a corrida integrou os cavaleiros Tito Semedo, Filipe Gonçalves e a cavaleira praticante Soraia Costa e os forcados amadores de Lisboa e Coimbra lidaram seis touros da Ganadaria de São Torcato.

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