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Demoram horas a atravessar o rio para chegar ao trabalho

Demoram horas a atravessar o rio para chegar ao trabalho

Trabalhadores transfronteiriços só têm a ponte de Valença aberta, das seis existentes sobre o rio Minho.

José Ferreira, 26 anos, vive em Salvaterra do Minho, Galiza, e trabalha num posto de combustíveis nos arredores da vila de Monção. Antes da pandemia demorava alguns minutos a chegar ao trabalho. Bastava atravessar a ponte entre as duas localidades. Passou a demorar horas desde que encerraram as fronteiras, a 16 de março.

A situação afeta muitos trabalhadores transfronteiriços, que residem numa margem do Minho e trabalham na outra. E que foram sacrificados com o fecho de cinco das seis pontes sobre o rio. Independentemente de onde residem, têm de atravessar para o outro lado pela ponte de Valença-Tui. Sujeitos por vezes a filas demoradas. Os municípios da raia têm reclamado em vão a reabertura dos postos fronteiriços (ver caixa lateral) que, não tendo ainda uma data certa, se aponta para 15 de junho.