Valença

Invasão de espanhóis na Feira dos Santos de Cerdal

Invasão de espanhóis na Feira dos Santos de Cerdal

Milhares de pessoas, principalmente espanhóis, invadiram, esta segunda-feira, a secular Feira dos Santos, em Cerdal, Valença.

Esta segunda-feira começou com algum sol, intercalado com chuvadas, e filas de vários quilómetros em direção ao recinto do certame, que em 2020 não se realizou por causa da pandemia. E nem o estado tempo incerto impediu que aquela que é considerada como "a mãe de todas as feiras", juntasse cerca de 400 tendas e a habitual multidão a gravitar ao seu redor. Compradores, a maioria veio de Espanha.

"É uma feira que mete muito espanhol. E também mete muito criador [de cavalos] espanhol", comentou José Mendonça, negociante de gado que esta manhã estava de olho nos animais, cavalos, vacas e cabras, à venda no recinto. Por todo o lado, só se escuta o castelhano.

O trânsito e o estacionamento são caóticos. A feira regressou em força e, este ano, dura três dias, por causa do feriado à segunda-feira. Começou domingo e termina amanhã com a denominada "feira das trocas", para dar oportunidade ao visitante para trocar o artigo que comprou caso não esteja satisfeito. Na Feira dos Santos, pode comprar-se um pouco de tudo: animais, desde aves a gado bovino, caprino e ovino, cavalos de várias raças (o garrano é emblemático), a maquinaria e alfaias agrícolas. Um trator pode custar "entre 20 mil a 200 mil euros", garante o comerciante Pedro Ramoa, e aquela feira costuma render "bons negócios". "Se não se fazem, pelo menos alinham-se aqui. Aparece gente muitos lados. Muita gente portuguesa e espanhola", disse.

Ao redor do recinto, campos agrícolas, quintais e até jardins das habitações estão transformados em "parques de estacionamento", a dois euros por cada carro. Estacionar um autocarro (e há muitas excursões) custa 10.

Vestuário, louças, calçado, produtos da terra, alfaias, animais domésticos, árvores, plantas e flores, tasquinhas de comes e bebes, onde se provam vinhos novos e saboreiam petiscos como rojões, moelas, pataniscas, bifanas e bacalhau frito. E também há diversões, no espaço, onde é tanta a gente a circular por entres as tendas, que qualquer um se desorienta.

Uma das marcas da feira são os "perícos dos Santos", uma pêra pequena e doce, típica da região, e também os frutos secos e a castanha, que ali se vende assada.

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Neste 1 de novembro são tradicionais as corridas de Garranos, que decorrem esta tarde.

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