Espanha-Portugal

Passeios de barco gratuitos no rio Minho começam a 27 de dezembro

Passeios de barco gratuitos no rio Minho começam a 27 de dezembro

Uma embarcação com capacidade para 15 pessoas vai começar a operar no rio Minho, a partir de 27 de dezembro, ligando os municípios portugueses de Valença e Monção com as cidades galegos de Tui e Salvaterra do Miño.

Será o arranque de uma rota fluvial experimental, com viagens gratuitas até setembro de 2022, que compreende três tipo de excursões: de um dia por reserva, complementadas com visitas aos cascos históricos das localidades, e passeios de uma hora e meia, com saída em horário fixo (16 horas) ao fim-de-semana, feriados, épocas festivas e todos os dias no verão.

Trata-se do projeto-piloto "Rio Minho, um destino navegável", financiado em 1,3 milhões de euros pelo Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP), que foi apresentado, esta sexta-feira de manhã, em Salvaterra do Miño, na Galiza.

"Temos estimado o início dos passeios a partir de dia 27, depois do natal. As pessoas podem fazer a reserva na central (hemisferios.org) e as inscrições são gratuitas. O único que as pessoas têm de pagar são as suas próprias refeições", indicou José Pereira, consultor do projeto, referindo que a embarcação fará, em regime de excursão de um dia (entre as 10 horas e as 20 horas), três rotas, uma curta na Eurocidade Valença-Tui e outra na Eurocidade Monção-Salvaterra do Miño. E há ainda uma rota longa, com visita aos quatro municípios.

As excursões incluem um passeio de barco "de 60 a 90 minutos" e percursos entre pontos de visita nos centros históricos num comboio turístico e minibus. "Em 2022 vamos ter outras excursões temáticas, a gastronómica, a das termas e património natural", acrescentou José Pereira, dizendo ainda que a lotação do barco que vai operar "é de 22 pessoas, mas devido às condições de navegabilidade e às restrições da covid-19 foi reduzida para 15".

A exploração turística do rio Minho, que agora se concretiza, nasceu em 2017 idealizada pelo então alcalde de Salvaterra, Arturo Grandal. O objetivo é lançar os passeios naquele rio internacional. "Esta é uma operação-piloto, há já vários operadores interessados em trabalhar no rio Minho. O objetivo é converter este rio num futuro destino de referência de navegabilidade, como acontece, por exemplo, com o Douro", afirmou.

O barco também estará disponível para passeios espontâneos, que podem ser procurados nas embarcações que estão a ser criados nos quatro municípios.

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A apresentação da rota fluvial do Minho contou esta sexta-feira com a presença dos autarcas dos quatro municípios envolvidos e do vice-presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, que destacou a sua confiança no sucesso do projeto. "O rio pode ser o eixo central, mas há muito que mostrar, muitos tesouros que dar a conhecer ao redor. Estou confiante que muita gente quando vier a esta região pela primeira vez, através deste projeto, vai ficar maravilhada", disse, defendendo que os galegos e portugueses têm "de ser os primeiros a valorizar" o próprio território. E comentou também: "Nos últimos anos [antes da pandemia], estávamos habituados a viajar para longe e esquecer o que temos mais próximos que é igualmente maravilhoso".

Para Marta Válcarcel, atual alcaldesa de Salvaterra do Miño, a nova rota traduz "um projeto ambicioso, piloto, único, que une duas Eurocidades, dois países e sete sócios, que procuram valorizar tudo aquilo que os une, a começar pelo rio Minho e seguindo pela cultura, gastronomia, património, gente e forma de entender a raia". "Temos fortalezas, zonas históricas, vinho, adegas, gastronomia, termalismo, natureza, pesqueiras, museus. Temos sobretudo duas formas diferenciadas mas irmãs, que fazem com que o nosso território tenha um potencial único", sublinhou.

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