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Violência

Seis alunos suspensos enquanto decorre inquérito sobre confrontos em escola de Valença

Seis alunos suspensos enquanto decorre inquérito sobre confrontos em escola de Valença

Seis alunos da EB 2,3 e Secundária de Valença foram suspensos na sequência dos confrontos, que, na passada sexta-feira, provocaram quatro feridos naquele estabelecimento de ensino.

Ao que o Jornal de Notícias apurou, a escola instaurou um inquérito interno para apurar os factos ocorridos no refeitório, em que dois grupos de alunos se envolveram em agressões físicas. Dois deles ficaram feridos, assim como duas funcionárias que tentaram intervir para amenizar a contenda. O processo decorre até dia 10 de dezembro e, até lá, seis dos envolvidos estão impedidos de frequentar a escola.

Entretanto, na próxima quinta-feira, uma empresa de segurança privada iniciará vigilância na EB 2,3 e Secundária de Valença. O serviço foi contratado pela Câmara Municipal, na sequência das agressões que levaram dois alunos de 13 e 16 anos e duas funcionárias de 48 e 56 ao hospital.

O caso gerou uma onda de indignação no seio da comunidade educativa, por se tratar de uma situação recorrente e atribuída "ao mesmo grupo de alunos". Na segunda-feira, a escola abriu com patrulhas da GNR à porta e a maioria dos alunos a faltar às aulas, por decisão dos pais, em protesto contra o clima de insegurança que se vive na escola.

"O refeitório parecia um campo de batalha", relatou, esta segunda-feira, ao Jornal de Notícias um dos funcionários da escola, referindo-se ao episódio de sexta-feira.

Carlos Amoedo, da Associação de Pais, disse que "há um grupo de alunos que tem repetidamente provocado violência dentro da escola". "Estamos a falar de agressões físicas. A contratação da empresa de segurança é para tentar dissuadir de imediato qualquer ação de violência", afirmou.

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Na próxima semana deverá realizar-se uma reunião do Conselho Municipal de Educação, para, segundo o autarca José Manuel Carpinteira, definir "medidas concretas". Eventualmente, "a transferência de alunos" que possam estar a provocar instabilidade na escola.

"Há aqui problemas sociais, nomeadamente com a comunidade cigana, e, depois, internamente, há alguma indisciplina. Provavelmente faltam ali tomadas de decisão mais fortes", considerou o Presidente da Câmara, lembrando que "há algumas denúncias de atos no passado e depois não há consequências. Há casos que foram comunicados ao Ministério Público e depois não se sabe mais nada". "Vamos ter de articular tudo isto no Conselho Municipal de Educação, que é um fórum alargado que envolve muitas entidades", concluiu.

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